Indústria nacional registra crescimento de 0,9% em fevereiro
Produção industrial brasileira cresce 0,9% em fevereiro, acumulando expansão de 3% no ano.
A produção industrial do Brasil registrou um crescimento de 0,9% de janeiro para fevereiro, marcando o segundo aumento consecutivo. Com esse resultado, a indústria acumula uma expansão de 3% no início de 2026.
No entanto, em comparação a fevereiro do ano anterior, houve uma queda de 0,7% na produção industrial. Esse recuo ocorre após um leve aumento de 0,2% em janeiro, que interrompeu uma sequência de três meses de declínio na produção, que foram observados entre outubro e dezembro de 2025.
A média móvel trimestral para fevereiro foi de 0,3%, enquanto o acumulado no ano ficou em -0,2%. Em um período de 12 meses, a produção industrial apresentou um crescimento de 0,3%. Apesar dos resultados positivos, a produção ainda se encontra 14,1% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011, embora esteja 3,2% acima dos níveis pré-pandemia de fevereiro de 2020.
O gerente da Pesquisa Industrial Mensal destacou que a indústria está se recuperando das perdas dos últimos meses de 2025, com um padrão de crescimento disseminado entre os setores.
Ele observou que, enquanto janeiro foi marcado pela retomada da produção após um dezembro com várias férias coletivas e paralisações, fevereiro se destacou pelo avanço na produção, possivelmente devido à recomposição de estoques em diversos setores industriais.
O crescimento foi observado nas quatro grandes categorias econômicas e na maioria dos ramos pesquisados, com destaque para os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceram 6,6%, e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com um aumento de 2,5%.
Esses setores foram impulsionados principalmente por automóveis e autopeças na indústria automobilística, assim como pelos derivados do petróleo e álcool etílico na indústria de biocombustíveis.
Nos dois primeiros meses de 2026, a produção de veículos automotores acumulou um crescimento de 14,1%, revertendo uma queda de 9,5% nos dois últimos meses de 2025. Por outro lado, a produção de coque e derivados do petróleo continuou em ascensão, registrando um aumento de 9,9% pelo terceiro mês consecutivo.
Entretanto, a produção de farmoquímicos e farmacêuticos foi um dos principais responsáveis pela queda, com uma redução de 5,5%, intensificando a queda de 1,4% verificada em janeiro. A volatilidade dos resultados na indústria farmacêutica foi atribuída a uma base de comparação elevada, devido ao crescimento significativo registrado nos dois últimos meses de 2025.
Os setores de produtos químicos e metalurgia também apresentaram resultados negativos, com quedas de 1,3% e 1,7%, respectivamente.
COMPARAÇÃO ANUAL
<pAo comparar fevereiro de 2026 com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial apresentou uma queda de 0,7%, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas. Dentre os 25 ramos analisados, 20 mostraram resultados negativos, abrangendo 60 dos 80 grupos e 62,1% dos 789 produtos pesquisados.
É importante ressaltar que o resultado foi impactado por um efeito-calendário, já que fevereiro de 2026 teve dois dias úteis a menos em comparação ao mesmo mês de 2025, além de uma base de comparação elevada, uma vez que o setor havia crescido 1,2% em fevereiro do ano anterior.
As principais influências negativas vieram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, com uma queda de 7,3%, seguidos por produtos químicos (-6,4%) e máquinas e equipamentos (-11,0%). Outros setores que também apresentaram impactos negativos significativos incluem confecção de artigos do vestuário e acessórios, produtos de metal, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, entre outros.
