Rodrigo Pacheco se filia ao PSB e critica totalitarismo sem confirmar candidatura ao governo de Minas Gerais
Rodrigo Pacheco oficializa filiação ao PSB em Brasília, com foco nas eleições de 2026.
O senador Rodrigo Pacheco concretizou sua filiação ao PSB, nesta quarta-feira (1), em um evento na sede do partido em Brasília. A mudança do PSD para o PSB ocorre em um momento estratégico, com as eleições se aproximando.
Pacheco, que já foi presidente do Senado, ainda não decidiu se será candidato ao governo de Minas Gerais. Ele mencionou que essa decisão será tomada na próxima segunda-feira (6), após diálogos com lideranças do estado. Sua filiação o coloca como um potencial aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, que é considerado crucial para qualquer candidato nas eleições.
Durante o evento, Pacheco comentou sobre a composição da chapa ao governo e ao Senado, afirmando que as definições virão gradualmente até a convenção. Ele destacou a importância de ouvir as opiniões de lideranças estaduais e nacionais antes de tomar uma decisão final.
A cerimônia de filiação contou com a presença do presidente do PSB, João Campos, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Uma pesquisa recente indicou que Pacheco ocupa a segunda posição nas intenções de voto para o governo mineiro, atrás do senador Cleitinho Azevedo, mas lidera quando o apoio de Lula é considerado.
Pacheco também levantou a possibilidade de não ser o candidato ao governo, enfatizando que o ato de filiação não representa um anúncio de candidatura. Ele mencionou que outros nomes poderiam ser considerados para liderar a chapa, desde que estejam alinhados a um projeto amplo para o estado.
Em suas declarações, o senador enfatizou a importância da defesa da democracia, considerando-a sua “causa de vida”. Ele alertou sobre os riscos do totalitarismo e do negacionismo, e fez um apelo à união dos democratas para enfrentar esses desafios. Pacheco ressaltou que o PSB tem um histórico de luta contra regimes autoritários e defendeu a ciência e a vacina durante a pandemia.
O senador abordou a necessidade de responsabilidade fiscal como fundamental para um partido moderno. Ele criticou a ênfase em redes sociais, sugerindo que a verdadeira política deve se focar em soluções efetivas para a população, em vez de buscar popularidade nas plataformas digitais.
Pacheco também propôs que o partido tenha um olhar mais atento para os municípios, destacando a importância dos prefeitos na implementação de políticas públicas. Ele acredita que essa abordagem pode fortalecer a conexão do partido com a população.
Rodrigo Pacheco, que foi deputado federal antes de se tornar senador em 2018, já havia demonstrado interesse em uma candidatura ao governo mineiro, especialmente após a recusa do presidente Lula em indicá-lo para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Recentemente, Pacheco reafirmou sua disposição de continuar na política e buscar uma candidatura ao governo, especialmente após conversas com Lula que reforçaram a importância de um “palanque forte” em Minas Gerais.
