Paralisação de aeroportos em SP devido a suspeita de vazamento de gás, afirma ministro

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Interrupção de voos em São Paulo foi uma medida de segurança, afirma ministro.

A interrupção de voos em São Paulo na manhã do dia 9 de abril de 2026, que durou aproximadamente 35 minutos, foi motivada por uma suspeita de vazamento de gás na área de controle de pousos e decolagens. A medida foi tomada como precaução para garantir a segurança dos passageiros e da equipe envolvida nas operações aéreas.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, esclareceu que a evacuação do espaço aéreo foi uma ação preventiva. Essa interrupção afetou principalmente os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, além de causar reflexos em Viracopos, em Campinas, e no Campo de Marte. As operações foram retomadas por volta das 10h06, com o sistema já normalizado.

Franca informou que, em uma primeira estimativa, cerca de 20 voos sofreram atrasos nos aeroportos afetados. Ele destacou que não há previsão de interrupções superiores a uma hora e que não houve falha das companhias aéreas ou dos aeroportos durante o incidente. O Ministério da Defesa atuou rapidamente para restabelecer o funcionamento do sistema, garantindo que a situação fosse controlada com eficiência.

O ministro também mencionou que situações de emergência como essa devem ser consideradas fora da responsabilidade das companhias aéreas. Ele indicou que será discutida a revisão de normas para evitar penalizações às empresas em casos que não estejam diretamente relacionados à prestação de serviços.

O QUE DIZ A ANAC

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o espaço aéreo de São Paulo está em processo de reorganização após a interrupção. A agência assegurou que, neste momento, não há risco de nova paralisação. Uma investigação está em andamento para determinar as causas do incidente.

O diretor da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que é prematuro atribuir o problema a um possível incêndio na torre de controle. A Anac acionou um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise para monitorar os impactos da paralisação e a evolução do cenário.

As ações da Anac incluem o levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas, além da estimativa do número de passageiros impactados. A agência também acompanhará o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos ao longo do dia para avaliar eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha aérea.

Dependendo da evolução da situação, a Anac avaliará a necessidade de outras medidas para garantir a segurança e a eficiência das operações aéreas.

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