Boi gordo registra novas altas e analisa comportamento da arroba no início da semana

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Mercado do boi gordo enfrenta alta de preços e mudanças nas operações dos frigoríficos.

O mercado físico do boi gordo continua enfrentando uma elevação nos preços, enquanto os frigoríficos lidam com grandes dificuldades na composição de suas escalas de abate.

O analista de uma consultoria especializada ressalta que, embora o mercado físico esteja em alta, a movimentação na B3 mostra tendências opostas. A preocupação com o esgotamento da cota de exportação para a China, prevista para ocorrer entre maio e junho, está no centro das atenções do setor.

A China, um dos principais destinos da carne bovina brasileira, impôs restrições a todos os exportadores, estabelecendo limites que, para o Brasil, são de 1,1 milhão de toneladas até 2026. Isso gera incertezas no mercado e pressão sobre os preços.

Os frigoríficos estão sinalizando mudanças em suas operações, com um aumento na ociosidade. Férias coletivas foram anunciadas em Mato Grosso, o que pode se espalhar para outros estados, como Mato Grosso do Sul, Tocantins e Pará, segundo os analistas.

O aumento da ociosidade na indústria deve se tornar mais evidente a partir de maio, especialmente com a possível terminação da cota chinesa, impactando ainda mais o setor.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 371,02 – na sexta: R$ 370,42
  • Goiás: R$ 359,02 – na sexta: R$ 358,75
  • Minas Gerais: R$ 354,12 – na sexta: R$ 353,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 361,82 – na sexta: R$ 361,25
  • Mato Grosso: R$ 366,08 – na sexta: R$ 365,41

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços em alta na última segunda-feira, com expectativas de novos reajustes em breve, impulsionados pela movimentação dos salários na economia, que podem motivar a reposição entre atacado e varejo.

Embora haja espaço para aumentos, o analista alerta que o comportamento das proteínas concorrentes ainda limita altas mais consistentes, mesmo com a recente recuperação dos preços da carne de frango.

  • Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo, alta de R$ 0,50;
  • Quarto dianteiro: R$ 23,00 por quilo, alta de R$ 0,50;
  • Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo, alta de R$ 0,40.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com uma baixa de 0,26%, sendo negociado a R$ 4,9972 para venda e R$ 4,9952 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9833 e a máxima de R$ 5,0393.

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