Comissão de Finanças aprova lista de candidatos ao TCU
Comissão aprova candidatos para vaga no Tribunal de Contas da União.
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o parecer favorável à admissão de sete candidatos à vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga foi aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, e os candidatos estão aptos a concorrer na votação que ocorrerá no Plenário na próxima quarta-feira.
Os parlamentares foram sabatinados na tarde de segunda-feira, e a votação no colegiado avaliou se as indicações atendiam aos requisitos necessários para o cargo. Entre os critérios exigidos estão a nacionalidade brasileira, idade entre 35 e 70 anos, notório conhecimento em áreas como direito, economia, finanças, contabilidade ou administração pública, além de uma experiência mínima de dez anos em atividades correlatas e a idoneidade moral.
Após a votação no Plenário, o nome escolhido ainda precisa passar pela aprovação do Senado. O indicado também será avaliado pelo TCU, que realiza uma verificação detalhada do currículo e da reputação do candidato.
A vaga no TCU é uma das mais desejadas do sistema político, pois o tribunal desempenha um papel crucial no controle externo da administração pública federal. Suas atribuições incluem a fiscalização de contratos, licitações, obras, convênios, aposentadorias, renúncias fiscais e repasses da União, além de analisar as contas apresentadas anualmente pelo presidente da República.
Nomes em disputa
Os candidatos que concorrem à vaga no TCU incluem deputados de diferentes partidos. Entre eles estão Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Pode-ES), Odair Cunha (PT-MG), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).
A preferência do Executivo recai sobre Odair Cunha, que conta com o apoio de uma ampla base formal, composta por 12 partidos, além do respaldo do presidente da Câmara, Hugo Motta.
No campo da oposição, o PL, maior partido da Câmara, indicou Soraya Santos, que já disputou a vaga anteriormente e obteve 75 votos no Plenário em 2023. Ela é presidente do PL Mulher e tem o apoio do senador Flávio Bolsonaro.
A votação em Plenário, embora os candidatos sejam formalmente apresentados pelos partidos, é secreta e não depende de acordos partidários, o que pode influenciar o resultado final.
