Ramagem é liberado nos EUA após dois dias de detenção

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Ex-deputado Alexandre Ramagem é libertado nos EUA após detenção imigratória.

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi libertado nos Estados Unidos após uma breve detenção pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, conhecido como ICE. A detenção ocorreu em Orlando, na Flórida, e ele foi liberado dois dias depois, no início da tarde de quarta-feira.

Ramagem não aparece mais nos registros do ICE ou no Departamento Penitenciário de Orange County. A detenção foi motivada por questões relacionadas à sua situação imigratória. O ex-deputado havia sido preso na segunda-feira, 13 de novembro, e levado para um centro de detenção na cidade.

Ele foi ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo de Jair Bolsonaro e foi condenado a 16 anos de prisão devido à sua participação em uma tentativa de golpe de Estado. Após a condenação, Ramagem fugiu do Brasil para evitar o cumprimento da pena, encontrando refúgio em Miami.

Investigações indicam que ele deixou o Brasil de maneira clandestina, atravessando a fronteira com a Guiana, na divisa com Roraima, sem passar por postos migratórios. Em seguida, embarcou no Aeroporto de Georgetown e entrou nos EUA utilizando um passaporte diplomático, apesar de uma ordem de cancelamento do documento.

Ramagem também foi acusado de integrar uma organização criminosa armada, que disseminava desinformação sobre as urnas eletrônicas durante as eleições de 2022, além de monitorar autoridades e promover ações contra o Estado Democrático de Direito.

A revelação de sua fuga ocorreu em novembro de 2025, quando foi flagrado em um hotel de luxo em Miami. Antes de deixar o Brasil, ele apresentou um atestado psiquiátrico à Câmara dos Deputados, alegando problemas de ansiedade e solicitando um afastamento temporário.

No final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara formalizou a cassação de seu mandato, conforme a Constituição, que exige a perda do cargo em caso de condenação criminal. Em janeiro, o Ministério da Justiça comunicou ao Supremo Tribunal Federal que o pedido de extradição de Ramagem foi oficialmente enviado ao governo dos Estados Unidos, enquanto o ministro Alexandre de Moraes determinou sua inclusão na lista da Interpol.

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