José Guimarães se opõe a auxílio do governo federal ao BRB
Ministro José Guimarães se opõe a socorro federal ao Banco de Brasília em meio a investigações.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, manifestou sua posição contrária a qualquer tipo de assistência do governo federal ao Banco de Brasília (BRB). A instituição está sob investigação por supostas operações financeiras irregulares que teriam beneficiado o Banco Master.
Durante um encontro com jornalistas, Guimarães foi questionado sobre a possibilidade de ajuda ao BRB e respondeu de forma enfática que se posicionaria “completamente contrário a qualquer socorro” caso a questão fosse levada a ele.
Ele destacou que a Polícia Federal está conduzindo investigações para identificar os responsáveis pelo desvio de bilhões de reais do banco, especialmente no que diz respeito ao caso do Banco Master.
Entre os indivíduos sob investigação estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi preso recentemente durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero.
“A PF está fazendo um trabalho extraordinário. Ao final, vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo, pelos tantos bilhões envolvidos. A orientação do presidente Lula é essa. Doa a quem doer”, afirmou José Guimarães.
Janela partidária e CPI
O ministro também expressou seu descontentamento com a maneira como algumas questões têm sido abordadas pela classe política. Ele criticou veementemente as trocas de partidos que ocorreram na última janela partidária.
“Em todos os meus anos na política, nunca vi algo como o que aconteceu nessa janela. Foi um acinte contra os partidos sérios”, declarou.
Guimarães observou que alguns partidos perderam até 20 parlamentares, sem que houvesse clareza sobre as reais motivações por trás dessas mudanças. Ele defendeu que a reforma política em discussão no Congresso deve estabelecer critérios que previnam situações semelhantes no futuro.
Eleições
Questionado sobre as recentes pesquisas eleitorais que indicam um aumento na popularidade do candidato da oposição ao Planalto, Flávio Bolsonaro, o ministro afirmou que ainda é prematuro fazer uma análise precisa.
“A campanha sequer começou, e as estratégias ainda estão sendo discutidas pelas coordenações de campanha. Mas, pelas minhas experiências com eleições, acredito que o outro candidato não vai se sustentar. As coisas contra ele ainda vão vir à tona”, concluiu o ministro.