Governo gaúcho encerra foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim após quase dois meses

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Governo do Rio Grande do Sul encerra foco de gripe aviária após 28 dias sem novos casos.

O governo do Rio Grande do Sul confirmou o encerramento do foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim, em Santa Vitória do Palmar, nesta quinta-feira (16). A decisão foi tomada após 28 dias sem novos registros de aves mortas na área.

O alerta sobre a gripe aviária foi emitido no final de fevereiro, quando foram encontrados cisnes-coscoroba mortos na Lagoa da Mangueira. Desde então, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) mobilizou equipes para monitorar a região, utilizando barcos e drones para rastrear possíveis focos da doença.

Durante o período de vigilância, foram realizadas 95 ações de monitoramento em propriedades situadas a um raio de 10 quilômetros do foco, especialmente em locais com criações de aves. Além disso, 22 fiscalizações foram efetuadas em granjas avícolas da região para garantir que as medidas de biosseguridade estavam sendo seguidas.

A gripe aviária, também chamada de influenza aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente as aves, mas pode, em casos raros, infectar mamíferos e humanos. As autoridades recomendam que a população não se aproxime de aves doentes ou mortas e notifiquem imediatamente qualquer suspeita à Seapi.

Fernando Groff, diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, enfatizou a continuidade do monitoramento na Reserva Ecológica do Taim devido ao status de área de risco permanente, em colaboração com o ICMBio.

Com o encerramento do foco, a Estação Ecológica do Taim foi reaberta à visitação, após estar fechada desde 3 de março.

Protocolos de diagnóstico

Os protocolos internacionais, estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), determinam que apenas laboratórios designados, conhecidos como NIC, devem manipular amostras de casos suspeitos de influenza A(H5N1). No Brasil, os laboratórios autorizados são a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro, e duas unidades regionais no Instituto Adolfo Lutz (IAL) em São Paulo e no Instituto Evandro Chagas (IEC) em Ananindeua, no Pará.

Esses laboratórios são credenciados pela OMS como centros de referência para a gripe, fazendo parte da Rede Global de Vigilância da Influenza. As diretrizes sobre a coleta, armazenamento e segurança das amostras de casos suspeitos estão detalhadas em manuais específicos da OMS.

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