Delegado da PF envolvido no caso Ramagem é expulso pelo governo Trump

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Funcionário brasileiro é acusado de manipular sistema de imigração nos EUA.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou que um funcionário da Polícia Federal brasileira teria tentado manipular o sistema de imigração americano para evitar pedidos formais de extradição e prolongar investigações políticas em território dos EUA.

O delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como adido da PF em Miami, é o mencionado na declaração. Ele esteve envolvido na detenção do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, que foi preso pelo ICE, a agência de imigração dos EUA, mas libertado dois dias depois.

Marcelo Ivo deve retornar ao Brasil nesta terça-feira, conforme informações de fontes da Polícia Federal. Após a prisão de Ramagem, a PF declarou que houve uma colaboração entre as autoridades dos dois países.

Entretanto, documentos do Departamento de Segurança Interna revelaram que Ramagem estava com visto vencido, o que poderia justificar sua deportação. Após sua liberação, o ex-deputado fez um vídeo em que agradeceu ao governo Trump por sua soltura, afirmando que entrou nos EUA com passaporte e visto válidos e que, posteriormente, solicitou asilo.

Ramagem declarou que ele e sua esposa estavam seguindo todos os procedimentos legais para permanecer nos EUA e expressou gratidão ao governo americano. Após as declarações do governo Trump, a PF informou que não recebeu notificações sobre a saída de Marcelo Ivo do país.

Uma postagem da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou que nenhum estrangeiro deve manipular o sistema de imigração para contornar pedidos de extradição, solicitando a saída do funcionário brasileiro por suas ações.

Além disso, um comunicado semelhante foi emitido pelo Departamento de Estado dos EUA. Marcelo Ivo foi designado como oficial de ligação ao ICE em março de 2023, com uma missão inicialmente prevista para dois anos, mas sua permanência foi prorrogada até agosto de 2026.

Contudo, em março deste ano, o delegado-geral da PF, Andrei Rodrigues, anunciou a substituição de Marcelo por Tatiana Torres, antes do incidente envolvendo Ramagem. Fontes indicam que a diplomacia americana pode solicitar substituições e que a volta de Marcelo ao Brasil já estava planejada, mas foi acelerada devido aos eventos relacionados a Ramagem e à pressão do governo Trump.

O caso de Ramagem, que está foragido e entrou clandestinamente nos EUA, está vinculado a sua condenação à prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, que também levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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