A Copa do Mundo que Quebra Recordes e o Bolso dos Torcedores

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A Copa do Mundo de 2026 promete ser a mais cara da história para os torcedores.

Você pagaria quase 1 milhão de reais para ver a final da Copa do Mundo?

Neste ano, a competição se destaca por ser a mais cara já realizada. A FIFA projeta arrecadar um recorde de US$ 3 bilhões com a venda de ingressos, refletindo um aumento significativo nos preços.

O ingresso mais barato para a final custa quase R$ 21 mil, um valor sete vezes superior ao da última edição. Essa disparada nos preços gerou descontentamento entre os torcedores, que já se organizam em protestos.

“Fiquei chocado com o nível de ganância, para ser sincero”, diz um torcedor dos EUA. “Acho que deveríamos boicotar esta Copa do Mundo”, afirma outro, do Senegal.

Nesta edição, a FIFA implementou preços dinâmicos, que variam conforme a demanda em tempo real, resultando em valores recordes.

Adicionalmente, a revenda de ingressos não é regulamentada nos Estados Unidos nem no Canadá. Isso permitiu que sites oferecessem ingressos para a final por preços exorbitantes, chegando a € 163 mil, ou R$ 950 mil.

Embora a FIFA afirme que os preços refletem a demanda, muitos torcedores criticam a ausência de limites e regulação, considerando a situação insustentável.

Um torcedor dos EUA, Adaer Melgar, pagou US$ 3.400 por seis ingressos, após economizar por oito anos. “Eu cheguei a abrir uma conta bancária separada, onde comecei a depositar US$ 100 por mês, pouco a pouco. Mesmo com esse planejamento, foi muito mais caro do que eu esperava”, relata.

“Paguei quase US$ 500 por ingresso da fase de grupos. Também reservei um hostel em San Francisco e um motel em Dallas. Isso me custou cerca de US$ 150 por noite”, diz Mohammad Shakour, torcedor da Jordânia em sua primeira Copa.

Além disso, muitos torcedores enfrentam restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos, o que os impede de comparecer ao evento.

Uma torcedora do Senegal expressa sua indignação: “Se não somos aceitos como torcedores, nossas seleções não deveriam ir – e deveríamos realmente boicotar o torneio. Sem torcedores, não existe esporte, não existe entretenimento.”

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