Sete locais no Brasil com presença de radiação, incluindo o caso do césio-137, que exigem atenção
Radiação no Brasil: locais que exigem atenção e monitoramento constante.
Quando se fala em radiação no Brasil, a lembrança do acidente com o césio-137 em Goiânia em 1987 é imediata. Este evento, amplamente conhecido, deixou um legado de preocupação com a segurança nuclear no país. Contudo, existem outros locais que também demandam vigilância em relação a materiais radioativos.
O Brasil possui diversos pontos de armazenamento de rejeitos, minas ativas e até regiões onde a radiação é um fenômeno natural. Por exemplo, áreas em São Paulo e no Rio de Janeiro também são conhecidas por sua relação com a radiação, revelando a necessidade de uma atenção contínua em várias partes do território nacional.
A seguir, apresentamos sete locais no Brasil que são reconhecidos por sua radioatividade.
1 – O silêncio monitorado em Abadia de Goiás (GO)
Localizado a poucos quilômetros de Goiânia, Abadia de Goiás abriga o depósito definitivo de césio-137. Este local, situado dentro do Parque Estadual Telma Ortegal, é responsável por armazenar cerca de 6 mil toneladas de rejeitos radioativos em depósitos subterrâneos de concreto.
Apesar de parecer um parque comum, o monitoramento ambiental é realizado trimestralmente, com análises de solo, água e vegetação, assegurando que os resíduos permaneçam isolados e não representem risco à saúde pública.
2 – O depósito escondido em Interlagos (SP)
Na zona sul de São Paulo, muitos que transitam pela Avenida Miguel Yunes desconhecem a proximidade da Unidade de Descomissionamento de São Paulo (UDSP). Este local armazena mais de mil toneladas de materiais radioativos, incluindo a Torta II e equipamentos contaminados da antiga Usina Santo Amaro.
Os resíduos estão armazenados em galpões industriais, e embora a segurança seja garantida pela INB, o local é frequentemente alvo de debates sobre o futuro do armazenamento de resíduos nucleares em uma área tão densamente povoada.
3 – Os silos de concreto em Itu (SP)
Em Itu, também no interior paulista, a cidade abriga sete silos de concreto no Sítio São Bento, que contêm 3.500 toneladas de Torta II, um subproduto do processamento de areia monazítica. Este local é isolado e cercado, garantindo a segurança do material armazenado.
O monitoramento constante é essencial para prevenir que os elementos radioativos, como urânio e tório, contaminem o meio ambiente ao redor.
4 – A produção ativa em Caetité (BA)
Caetité, na Bahia, é o lar da única mina de urânio em operação no Brasil. A Unidade de Concentrado de Urânio é responsável pela extração e transformação do minério em “yellowcake”.
Por ser uma região rica em urânio, a discussão sobre a radiação no solo e na água é um tema delicado, exigindo um equilíbrio entre a exploração econômica e a proteção da saúde das comunidades locais.
5 – O legado histórico de Caldas (MG)
Em Minas Gerais, a Unidade em Descomissionamento de Caldas foi a primeira a extrair urânio no país, operando de 1982 a 1995. Atualmente, o foco está na recuperação ambiental do local.
Ainda existem materiais radioativos e água ácida na barragem de rejeitos e na cava da mina, que requerem tratamentos químicos constantes para evitar contaminações externas enquanto o fechamento da mina é concluído.
6 – O centro tecnológico de Resende (RJ)
No Rio de Janeiro, a Fábrica de Combustível Nuclear (FCN) em Resende desempenha um papel crucial na produção de energia do país, sendo responsável pelo enriquecimento de urânio que abastece as usinas de Angra.
Diferente de um local de acidente, Resende é uma instalação industrial de alta tecnologia que está sob rigorosa vigilância internacional devido ao seu manuseio de material físsil.
7 – O fenômeno natural de Guarapari (ES)
Em Guarapari, Espírito Santo, a Praia da Areia Preta é famosa por sua radioatividade natural. As areias escuras, ricas em monazita, apresentam altos níveis de tório.
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