Trump desiste de missão ao Paquistão após Irã recusar diálogo com os EUA

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Negociações entre Irã e Estados Unidos enfrentam novos impasses após cancelamento de viagem de negociadores.

O presidente dos Estados Unidos cancelou o envio de seus negociadores ao Paquistão para uma nova rodada de negociações visando o fim da guerra no Oriente Médio.

Donald Trump anunciou em sua rede social que decidiu cancelar a viagem de sua equipe a Islamabad, citando “muito tempo perdido em viagem” e a necessidade de focar em outras prioridades. Ele também mencionou a confusão interna na liderança iraniana como um fator que complicava as discussões.

A Casa Branca havia confirmado que os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner estavam programados para se reunir com o chanceler iraniano, Abbas Aragchi, que já se encontrava na capital paquistanesa.

A decisão de Trump ocorreu após Aragchi afirmar que não se reuniria com os americanos, preferindo tratar apenas com os mediadores do governo do Paquistão. Durante a visita, o chanceler iraniano apresentou as exigências do seu país para um possível acordo.

Aragchi descreveu a visita como “frutífera”, mas questionou a seriedade da diplomacia dos EUA, especialmente após o cancelamento da viagem dos representantes americanos.

Um dia antes, Trump havia expressado confiança de que a proposta iraniana atenderia às exigências dos Estados Unidos, embora a porta-voz da Casa Branca tenha falado sobre “avanços” nas negociações.

O cancelamento da viagem dos negociadores norte-americanos intensifica as tensões entre os dois países, especialmente após a primeira rodada de negociações, que ocorreu há três semanas, quando as partes se reuniram pessoalmente.

Embora a última rodada de negociações estivesse prevista para ser retomada, o Irã alegou que não estava pronto, resultando em uma prorrogação do cessar-fogo por parte de Trump para permitir que as conversas fossem retomadas.

Até o momento da última atualização, o governo iraniano não havia se pronunciado oficialmente sobre os eventos em Islamabad.

Situação em Ormuz

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz permanece paralisado, afetando aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, em meio a bloqueios impostos tanto pelo Irã quanto pelos Estados Unidos.

O presidente do Conselho Europeu destacou a importância da reabertura do estreito para a economia global, enquanto o mercado de petróleo reagiu positivamente às notícias sobre as negociações de paz.

Trump reiterou que está disposto a negociar com o Irã, mantendo, no entanto, a pressão militar na região, com a presença de um terceiro porta-aviões operando nas proximidades.

No Líbano, a situação também é delicada, com a prorrogação de um cessar-fogo após negociações entre Israel e representantes libaneses. O primeiro-ministro de Israel acusou o Hezbollah de tentar sabotar o processo de paz.

O Hezbollah, que recebe apoio do Irã, criticou a prorrogação do cessar-fogo, alegando que não faz sentido diante das ações hostis de Israel e pediu ao governo libanês que se retire das negociações diretas.

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