EUA anuncia investimento de US$ 100 milhões para restaurar proteção de Chernobyl

Compartilhe essa Informação

Estados Unidos destinam 100 milhões de dólares para reparos na cúpula de Chernobyl.

Os Estados Unidos anunciaram, em 29 de março, um aporte de 100 milhões de dólares, equivalente a 498 milhões de reais, para a recuperação de uma cúpula que impede vazamentos do desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. Essa estrutura foi danificada em um ataque durante o conflito com a Rússia em 2025.

A França, que exerce a presidência do G7, havia estimado em março que o custo total dos reparos seria de aproximadamente 500 milhões de euros, ou 2,89 bilhões de reais. O país solicitou aos demais membros do G7 que contribuíssem financeiramente para essa causa.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que o governo está disposto a colaborar com o Congresso para garantir os recursos necessários para os reparos, destacando a importância da liderança americana em questões de segurança nuclear e não proliferação.

Em um comunicado, o governo americano fez um apelo aos aliados do G7 e à comunidade europeia para que se unam e assumam compromissos financeiros significativos, visando compartilhar a responsabilidade pelos reparos essenciais.

A explosão na usina de Chernobyl, ocorrida em 1986, é considerada o pior desastre nuclear civil da história, alterando de forma drástica a percepção global sobre a energia nuclear. Estima-se que milhares de vidas tenham sido perdidas em decorrência da exposição à radiação liberada pelo acidente.

Os restos da usina estão protegidos por uma estrutura interna de aço e cimento, conhecida como sarcófago, que foi construída de forma emergencial após o acidente. Entre 2016 e 2017, uma nova cobertura externa de alta tecnologia, chamada de Novo Confinamento Seguro, foi instalada com o objetivo de substituir o sarcófago, que não foi projetado como uma solução duradoura.

No entanto, essa grande estrutura metálica externa foi comprometida por um drone durante a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2025, o que resultou na perda de sua eficácia em conter a radiação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *