Governistas consideram injusta e grave a rejeição do Senado a Messias

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Governistas reagem à rejeição de Jorge Messias ao STF no Senado.

Na última quarta-feira, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado, resultando em uma votação de 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, Messias precisava de pelo menos 41 votos a favor.

Aliados do governo expressaram descontentamento, utilizando termos como “injustiça”, “grave erro” e “chantagem política” para descrever a derrota na Casa Alta. Este evento marca a primeira vez em 132 anos que uma indicação presidencial ao STF é rejeitada pelo Congresso.

O senador Weverton Rocha, relator da indicação, atribuiu a rejeição a fatores relacionados ao processo eleitoral, chamando o resultado de “grande injustiça”. Ele destacou que, mesmo entre aqueles que não torciam por Messias, havia reconhecimento de sua capacidade e preparação para o cargo.

Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, afirmou que não costuma questionar os senadores sobre seus votos e não buscaria explicações de quem votou contra. Ao ser indagado sobre a responsabilidade do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, na rejeição, Alencar foi direto: “Pergunte a ele”.

José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, declarou que o governo respeita a decisão dos senadores, mas espera uma explicação sobre a rejeição. Ele descreveu Messias como um dos mais qualificados no ambiente jurídico brasileiro.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência, comentou que a rejeição de Messias representa uma vitória da “aliança entre o bolsonarismo e a chantagem política”, e lamentou que o Senado saiu menor desse episódio.

A deputada Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, considerou a votação uma “injustiça”, afirmando que o Brasil foi privado de um candidato altamente qualificado para o STF. Em suas redes sociais, ela criticou a aliança que levou à rejeição, chamando-a de vergonhosa.

O deputado Reginaldo Lopes expressou preocupação com o resultado, afirmando que “quem perdeu foi a democracia”. A senadora Teresa Leitão, que estava com Messias após a votação, lamentou a perda de uma oportunidade de ter uma pessoa qualificada na Suprema Corte.

Paulo Teixeira, deputado federal, comentou que a derrota não deve ser vista apenas em relação a Messias, mas a outros fatores, defendendo a prerrogativa do presidente da República na nomeação ao STF. Ele ressaltou que Messias está tranquilo diante da situação.

Edinho Silva, presidente nacional do PT, também se manifestou, classificando a rejeição como um “grave erro” e alertando sobre a instabilidade institucional que isso pode gerar. Ele destacou que a politização da indicação prejudica a formação técnica necessária para o cargo e que a rejeição reflete uma tentativa de enfraquecer o Judiciário e a democracia no Brasil.

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