Custos empresariais não caem com a adoção de inteligência artificial, afirma vice da Nvidia

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Custos com inteligência artificial crescem, desafiando expectativas de economia.

O uso de inteligência artificial (IA) tem se mostrado mais custoso para as empresas do que se esperava, desafiando a ideia de que essas tecnologias poderiam reduzir despesas com mão de obra. Essa afirmação foi feita por Bryan Catanzaro, vice-presidente de aprendizado profundo aplicado da Nvidia.

Estudos indicam que os gastos com IA podem alcançar impressionantes US$ 5,2 trilhões até 2033, com uma parte significativa, cerca de US$ 1,6 trilhão, sendo destinada a centros de processamento de dados. Essa previsão reflete uma crescente dependência das empresas em relação a tecnologias avançadas para otimizar operações.

Além disso, representantes de grandes empresas, como a Uber, têm relatado que a adoção de ferramentas de IA está elevando os custos operacionais. O vice-presidente da empresa, Praveen Neppalli Naga, mencionou que o orçamento inicialmente planejado foi superado devido à implementação dessas tecnologias.

Pesquisas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) revelam que a automação é viável para apenas 23% dos cargos que envolvem tarefas visuais. Em muitos casos, a manutenção de mão de obra humana ainda se mostra mais rentável para as organizações.

Embora a automação e a IA estejam em expansão, o setor tecnológico enfrenta um aumento nas demissões. Dados de uma plataforma especializada mostram que mais de 92.000 trabalhadores da área foram desligados em 2026, somando-se a 120 mil demissões registradas em 2025. Esse cenário levanta questões sobre o verdadeiro impacto da tecnologia no mercado de trabalho.

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