Guerra contra o Irã já gera prejuízo de US$ 25 bilhões para os EUA; Trump alerta iranianos a ficarem atentos
Custo da guerra contra o Irã ultrapassa 25 bilhões de dólares em dois meses
Dois meses após o início da guerra contra o Irã, o custo do conflito para os Estados Unidos já chega a cerca de 25 bilhões de dólares, conforme revelado por um alto funcionário do Pentágono ao Congresso americano. Essa cifra, equivalente a aproximadamente 125 bilhões de reais, ilustra o peso financeiro crescente de uma guerra que também começa a impactar a economia global, afetando desde o preço do petróleo até o aumento da pobreza.
O controlador interino do Pentágono, Jules Hurst, afirmou que a maior parte dos recursos foi destinada à compra e ao uso de munições. Ele se referiu à operação militar como “Operação Fúria Épica”, iniciada em 28 de fevereiro, em colaboração com Israel. A magnitude dos gastos levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira do conflito e suas consequências a longo prazo.
Em uma avaliação diferente, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que o custo estimado poderia ser inferior ao mencionado por Hurst. No entanto, ao ser questionado sobre o impacto orçamentário da ofensiva, Hegseth preferiu não fornecer detalhes, indagando sobre o valor de garantir que o Irã não adquira armas nucleares.
Negociações paralisadas
A campanha aérea em larga escala, realizada por Estados Unidos e Israel, tem como alvo as forças armadas iranianas e líderes do regime de Teerã, com o programa nuclear iraniano sendo o principal ponto de discórdia. As negociações para um cessar-fogo ou acordo permanecem paralisadas, o que agrava as tensões na região.
No dia 28, o Irã declarou que os Estados Unidos não têm mais o direito de ditar políticas a outros países, em resposta a notícias sobre a insatisfação de Donald Trump com a última proposta de acordo do regime islâmico.
Na quarta-feira, Trump endureceu ainda mais o tom contra o Irã, utilizando sua rede social para afirmar que o país não consegue se organizar ou chegar a um acordo sobre energia nuclear. Sua mensagem foi acompanhada de uma imagem do presidente em um cenário de guerra, segurando um fuzil, o que intensifica a retórica belicosa.
Essas declarações aumentam a incerteza sobre a duração do conflito e alimentam temores de um agravamento das sanções e de um bloqueio prolongado contra o Irã. A expectativa já se reflete nos mercados financeiros, com os preços do petróleo subindo e as bolsas globais apresentando queda.
Por volta das 16h GMT, o barril do Brent, referência internacional, subia 6,07%, cotado a 118,01 dólares, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 5,56%, para 105,49 dólares. Informações indicam que Trump discutiu com executivos do setor petrolífero a possibilidade de um bloqueio ao Irã que poderia durar vários meses.
32 milhões de pessoas na pobreza
O impacto do conflito vai além das finanças, com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alertando que a alta nos preços da energia poderá empurrar milhões de pessoas para a pobreza. Um estudo realizado após seis semanas de guerra estimou que, mesmo se o conflito terminasse naquele momento, cerca de 32 milhões de pessoas poderiam ser levadas à pobreza em 160 países.
Enquanto os combates continuam e a diplomacia permanece estagnada, o custo humano e econômico da guerra com o Irã cresce, intensificando a pressão sobre Washington e seus aliados para buscar uma solução para o conflito.
Trump e Putin conversam por telefone
No âmbito diplomático, o presidente russo, Vladimir Putin, conversou com Donald Trump sobre a situação no Oriente Médio. O Kremlin relatou que Putin considerou acertada a decisão de Trump de estender o cessar-fogo com o Irã, destacando que essa medida poderia abrir espaço para negociações e contribuir para a estabilização da região.
