Polícia prende 13 membros de organização criminosa envolvida no tráfico de drogas na Região Carbonífera do RS

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Operação Cerco Fechado visa desarticular tráfico de drogas em Butiá

Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Cerco Fechado com o intuito de desmantelar uma organização criminosa dedicada ao tráfico de entorpecentes na cidade de Butiá, localizada na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul.

Durante a operação, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, resultando na captura de treze indivíduos envolvidos na atividade criminosa. Além das prisões, as autoridades apreenderam substâncias ilícitas e munições.

A investigação teve início em maio de 2025, a partir de denúncias anônimas que revelaram que um dos líderes do tráfico continuava a comandar as operações mesmo dentro do sistema prisional. Este indivíduo coordenava a distribuição de drogas, gerenciava o fluxo financeiro e supervisionava a atuação de comparsas que estavam em liberdade.

As apurações indicaram que o grupo contava com apoio externo para garantir a continuidade das suas atividades criminosas, mesmo com a presença de seu principal líder atrás das grades. Na primeira fase da investigação, foram realizados mandados de busca em imóveis em Butiá e na cela do suspeito, resultando na apreensão de cocaína, maconha, armas, munições, celulares, balanças de precisão, dinheiro em espécie, materiais para o fracionamento de drogas, anotações sobre o tráfico e um veículo relacionado ao crime.

Além disso, a operação revelou a apreensão de diversos aparelhos telefônicos e substâncias em uma unidade prisional, evidenciando a continuidade da comunicação entre os membros do grupo.

A investigação avançou com a análise forense dos dispositivos apreendidos, permitindo a reconstrução da estrutura operacional da organização criminosa. Os dados coletados mostraram a divisão de tarefas, a existência de múltiplos pontos de venda e a constante troca de informações sobre operações policiais.

Os registros indicaram negociações de drogas, cobrança de dívidas e a articulação logística para entrega dos entorpecentes, além de uma frequente vigilância sobre a atuação policial, com os criminosos ajustando suas atividades para evitar a repressão.

Os elementos reunidos mostraram que, mesmo preso, o líder mantinha controle efetivo sobre as finanças e a operação do tráfico, gerenciando ordens e movimentações através de comparsas. Também foram descobertos registros financeiros paralelos que indicavam um sistema de gestão dos recursos oriundos do tráfico.

A delegada responsável pela investigação afirmou que os dados coletados demonstram a formação de uma associação criminosa estável, com divisão de funções e uma liderança que se estendia até o sistema prisional. Essa situação reforça a necessidade de medidas cautelares para interromper estas atividades e garantir a ordem pública.

“A Operação Cerco Fechado faz parte da estratégia da Polícia Civil para intensificar ações de combate ao tráfico de drogas e desarticular associações criminosas no Rio Grande do Sul”, concluiu a delegada.

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