Influenciadora brasileira enfrenta xenofobia e recusa denunciar: ‘Liberdade de expressão para eles, não crime’

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Casal brasileiro denuncia xenofobia nas redes sociais nos EUA.

O casal Jad e Hansen Holland, influenciadores brasileiros, relatou ter sido alvo de comentários xenofóbicos em suas redes sociais. Eles afirmaram que, apesar dos ataques frequentes, não pretendem denunciar os casos à polícia, devido à falta de legislação específica sobre xenofobia nos Estados Unidos.

Jad mencionou que os ataques já eram comuns, mas se intensificaram recentemente. Segundo ela, a legislação americana não tipifica a xenofobia como crime, o que limita as opções legais para os afetados. “Aqui nos Estados Unidos isso não é crime. A liberdade de expressão é tão valorizada que comentários racistas ou xenofóbicos não são considerados ilegais”, explicou.

Nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, não há uma lei que criminalize a xenofobia de forma específica. No entanto, comentários hostis direcionados a estrangeiros podem ser classificados como crimes de ódio, dependendo do contexto. O casal reside em Utah, onde também estudaram, e Jad relembra que, durante a faculdade, já enfrentou comentários preconceituosos.

Ela destacou que, embora no Brasil seja considerada branca, nos EUA é vista como “brown” ou latina. O aumento da hostilidade em relação a imigrantes, especialmente sob a administração do ex-presidente Donald Trump, também pode ter contribuído para a mudança no tom dos comentários que recebem.

Jad relatou que, apesar de nunca ter sido parada por agentes de imigração, acredita que a atmosfera atual influencia as interações nas redes sociais. “Os tipos de comentários mudaram recentemente”, observou.

O casal compartilhou sua experiência em uma postagem no Instagram, onde compilaram exemplos dos comentários xenofóbicos recebidos, todos em inglês. Entre as mensagens, estavam frases como: “Seus filhos serão mestiços nojentos” e “Por que você não conseguiu encontrar uma mulher branca americana?”.

Apesar da gravidade das mensagens, o casal afirmou que esses comentários não os afetam diretamente, mas expressaram preocupação com a normalização desse tipo de discurso. “É louco que as pessoas se sintam confortáveis em dizer coisas assim, e sabemos que não somos os únicos a passar por isso”, concluíram.

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