Lula foca no encerramento de investigação sobre comércio de narcóticos e planeja discutir Irã em encontro com Trump

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Reunião entre Lula e Trump foca em comércio, segurança e cooperação internacional.

O governo brasileiro considera prioritário o encerramento das investigações comerciais contra o Brasil na reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na pauta, também estará a regulamentação do uso das redes sociais, o sistema de pagamentos Pix e o comércio de etanol, que foram alvos de investigações por parte dos EUA, sob alegações de práticas comerciais desleais.

Lula pretende abordar com Trump a necessidade de um cessar-fogo na guerra com o Irã, expressando preocupações sobre os impactos econômicos do conflito, especialmente no aumento dos preços dos combustíveis.

Além dos temas comerciais e de segurança, a reunião marcará a primeira visita oficial de Lula à Casa Branca desde a posse de Trump, com discussões previstas sobre a cooperação no combate ao crime organizado.

A segurança pública será um ponto central, com o intuito de ampliar a colaboração na apreensão de armas e drogas. O Brasil busca fortalecer parcerias nesse sentido, sem que os grupos criminosos sejam classificados como organizações terroristas, o que poderia ter consequências econômicas negativas.

O governo brasileiro também se prepara para discutir a exploração de minerais críticos, embora não haja expectativa de que um acordo seja firmado durante esse encontro. A regulamentação da exploração de terras raras ainda precisa passar pelo Congresso brasileiro.

A reunião ocorre em um contexto de distensão nas relações entre os dois países, após um período de tensões, incluindo tarifas elevadas impostas por Trump e sanções direcionadas a autoridades brasileiras. Recentemente, algumas dessas medidas foram revogadas, mas investigações sobre práticas comerciais injustas ainda permanecem em andamento.

Essas investigações, que se concentram em questões como o comércio de etanol e o sistema Pix, podem resultar em novas tarifas sobre produtos brasileiros, algo que o governo Lula teme.

Lula reafirmará que o comércio entre os países é vantajoso para os EUA e que tentativas anteriores de convencê-los do contrário foram motivadas por interesses eleitorais de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o Brasil apresentará uma proposta para um acordo de combate ao crime organizado transnacional durante a reunião, destacando a importância de dados sobre apreensões de armas e drogas na colaboração entre as nações.

O encontro na Casa Branca acontece em um momento desafiador para Lula, que enfrenta pressão interna e uma disputa acirrada nas pesquisas eleitorais, com segurança, comércio e cooperação contra o crime como temas centrais da agenda bilateral.

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