Conflito entre Salles e Constantino e Eduardo Bolsonaro e Mário Frias marca disputa por chapa ao Senado em SP
Conflito na direita bolsonarista se intensifica com a escolha de pré-candidato do PL.
A escolha do Partido Liberal (PL) pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, como pré-candidato ao Senado tem gerado tensões significativas entre os grupos da direita bolsonarista no estado.
Nos últimos dias, o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal Ricardo Salles tem manifestado suas críticas à indicação de Prado. As discussões ocorreram principalmente nas redes sociais e em entrevistas, onde Salles se posicionou ao lado de aliados próximos, incluindo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
O debate se acirrou no final de semana, quando figuras como o deputado estadual Gil Diniz e o deputado federal Mário Frias entraram na polêmica, dividindo opiniões e escolhendo lados opostos na disputa interna do partido.
A controvérsia começou após a confirmação de Prado como pré-candidato, com Eduardo Bolsonaro inicialmente defendendo um nome mais ideológico para a vaga. Contudo, após negociações com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Eduardo mudou de posição e passou a apoiar Prado.
Eduardo, que se encontra nos Estados Unidos, também anunciou sua intenção de ser candidato a suplente do presidente da Alesp. Ele criticou Salles, que havia questionado se Eduardo aceitaria ser suplente de Prado, insinuando que o ex-deputado não se alinhava com a chamada “turma corrupta do centrão”.
As declarações de Salles geraram uma resposta negativa de Eduardo, que em entrevista afirmou ter renunciado a uma candidatura ao Senado e criticou Salles por sua postura moderada diante de processos judiciais. Ele acusou Salles de se comportar de maneira covarde, insinuando que ele estava tentando se posicionar como um salvador da direita.
A troca de farpas entre os envolvidos levou a provocações mútuas. Diniz e Frias se aliaram a Eduardo, enquanto Rodrigo Constantino defendeu Salles, intensificando a divisão entre os grupos.
Diniz, por exemplo, atacou Salles com comparações depreciativas, enquanto Frias publicou um longo texto criticando a postura de Salles e acusando-o de traição. Em resposta, Salles decidiu não continuar a discussão, afirmando que não iria se envolver com o que chamou de “trupe de puxa-sacos”.
O ponto central da disputa gira em torno da corrida por votos à direita em São Paulo. Além de Prado, o PL também deve apoiar o deputado federal Guilherme Derrite, aumentando a concorrência entre os candidatos.
A situação se complica ainda mais com a possível candidatura de Salles pelo Novo, o que pode congestionar a disputa por duas vagas ao Senado, levando a temores de que o espaço seja aberto para candidatos do centro e da esquerda.
Diante desse cenário, Salles tem defendido que, caso Eduardo passe a apoiar o nome que seria o preferido de Jair Bolsonaro, ele mesmo se retiraria da disputa, indicando que a unidade na direita é crucial para a eleição.
