Brasil alcança 50% da cota de carne bovina para a China e se prepara para aumento de taxação

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Brasil atinge metade da cota de exportação de carne bovina para a China com tarifa reduzida.

O governo chinês anunciou que o Brasil já alcançou 50% da cota de exportação de carne bovina com tarifa reduzida de 12%. Assim que o volume de embarques ultrapassar 1,1 milhão de toneladas, a taxa sobre a carne brasileira aumentará para 55%.

A China é o principal comprador da carne bovina brasileira, sendo o Brasil o maior fornecedor do produto para o país asiático e o líder global nas exportações desse tipo de carne.

As empresas brasileiras estão acelerando os embarques para evitar a alta taxação, o que tem contribuído para o aumento do volume de exportações. A expectativa é que o limite da cota seja atingido em breve.

Com a iminente mudança na tarifa, a produção destinada ao mercado chinês pode ser suspensa a partir de junho. Para compensar a perda de exportações, será necessário um aumento no consumo interno de carne bovina.

No ano passado, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, sendo 1,7 milhão de toneladas com destino à China, conforme dados do setor.

“Não há mercado que substitua a China”, afirmou um representante do setor.

No início de 2025, o setor esperava um cenário mais otimista, com estabilidade nas exportações, impulsionada pela abertura de novos mercados e redirecionamento das vendas. Contudo, a expectativa quanto à abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira não deve se concretizar em 2026.

Além disso, ainda há esperanças em relação à abertura do mercado japonês, que poderia ajudar a mitigar os impactos da diminuição nas exportações para a China.

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