Professor da PUCRS e publicitário Ticiano Paludo falece aos 52 anos
Falece o publicitário e professor Ticiano Paludo, aos 52 anos, vítima de AVC.
O publicitário e professor Ticiano Ricardo Paludo faleceu no último domingo, aos 52 anos, em decorrência de um AVC. Sua carreira foi marcada por uma significativa contribuição à educação e à cultura, especialmente na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde lecionou por 16 anos.
Graduado em Publicidade e Propaganda e doutor em Comunicação pela PUCRS, Ticiano lecionou em diversos cursos, incluindo Publicidade e Propaganda, Comunicação Empresarial e Arquitetura. Sua experiência se estendeu a programas de pós-graduação, abordando temas como Artes, Cultura e semiótica, refletindo sua paixão pela comunicação e pela expressão artística.
Desde o final da década de 1980, Ticiano também se destacou como músico e designer de som. Ao longo de sua carreira, conquistou prêmios tanto nacionais quanto internacionais e participou da elaboração de projetos sonoros para empresas renomadas, incluindo a atual Rumo, Gerdau e Souza Cruz, demonstrando seu talento e versatilidade no campo criativo.
Música, Cultura e docência
As influências musicais e culturais eram uma constante na vida acadêmica de Ticiano. Ele admirava artistas icônicos como David Bowie, Beatles e Kiss, e sua tese de doutorado resultou no livro ‘Mitologia Musical’, que explora a intersecção entre música e cultura.
Na PUCRS, sua paixão pela música se manifestava não apenas nas aulas, mas também em atividades extracurriculares. Ticiano era guitarrista em uma banda formada por professores da Famecos, onde compartilhava o palco com colegas como Alberto Raguenet e Cláudio Mércio. A sua abordagem carinhosa e tranquila conquistou a admiração dos alunos, que o viam como uma figura acessível e inspiradora.
A jornalista e doutora em Comunicação Paula Regina Puhl, colega de Ticiano desde 2013 e contemporânea na graduação, ressaltou sua criatividade e autenticidade. “Ele sempre se reinventava com bom humor”, destacou.
A professora Cristina Schroeder de Lima, que conheceu Ticiano em 2007, também recordou momentos marcantes da convivência. “Ele era questionador, super criativo e envolvente. Tici dedicava tempo para conversas longas, sempre com um equilíbrio entre seriedade e diversão”, lembrou.
