Brasil ocupa o terceiro lugar global em previsão de crescimento de agentes de IA, atrás apenas de Israel e Hong Kong
Brasil registra crescimento acentuado de identidades de IA, mas enfrenta sérios desafios de segurança.
A pesquisa global da Palo Alto Networks revela que as empresas brasileiras devem experimentar um aumento de 113% nas identidades de inteligência artificial (IA) nos próximos 12 meses. Entretanto, a segurança cibernética é uma preocupação crescente, com 9 em cada 10 organizações já tendo sido hackeadas por meio dessas identidades.
Enquanto o foco da discussão pública sobre inteligência artificial se concentra em chatbots e geradores de imagens, uma revolução silenciosa ocorre nas empresas do Brasil. Agentes de IA, que são programas autônomos capazes de tomar decisões e executar tarefas sem intervenção humana, estão se proliferando rapidamente. O Brasil se destaca globalmente nesse cenário, ocupando uma posição de destaque no crescimento desse fenômeno.
De acordo com um estudo abrangente, o Brasil está projetado para ter um crescimento de 113% no número de identidades de IA em comparação com o ano anterior. Esse aumento coloca o país como o terceiro maior do mundo, atrás apenas de Israel e Hong Kong, e o líder na América Latina.
Compreendendo as identidades de agentes de IA
As identidades de agentes de IA referem-se às credenciais necessárias para que sistemas automatizados possam acessar dados e executar ações. Assim como os funcionários humanos precisam de logins e senhas, esses sistemas também requerem identidades para operar de forma eficaz.
Atualmente, cada empresa possui uma média de 109 identidades de máquina para cada humano, sendo que 79 delas são especificamente atribuídas a agentes de IA. Isso significa que, para cada funcionário, existem 79 entidades de IA operando nos sistemas, acessando informações e tomando decisões autonomamente.
Esse número está prestes a aumentar significativamente. Globalmente, a expectativa é de um crescimento de 85% nas identidades de agentes de IA, enquanto no Brasil esse salto será ainda mais acentuado, alcançando 113%.
A grave questão da segurança cibernética
Com o aumento das identidades de IA, a segurança se torna uma preocupação crítica. No Brasil, 91% das empresas entrevistadas relataram ter enfrentado violações de segurança relacionadas a identidades nos últimos 12 meses. Este índice é comparável à média global de 90%, mas com um agravante: 83% das empresas no mundo sofreram pelo menos duas violações no mesmo período.
Os tipos de ataques mais frequentemente relatados incluem phishing e vishing, com 70% das empresas afetadas, seguidos por roubo de credenciais e ataques baseados em credenciais comprometidas, ambos com 63%. Além disso, 93% das empresas brasileiras admitiram conceder permissões excessivas a seus funcionários, o que agrava a vulnerabilidade a ataques cibernéticos.
A nova estratégia dos cibercriminosos
Peretz Regev, Chief Product and Technology Officer da Palo Alto Networks, destaca uma mudança significativa nas táticas de ataque. Em vez de invadir sistemas, os criminosos agora preferem roubar credenciais e agir como usuários legítimos, o que torna a situação ainda mais alarmante.
Com a inclusão de agentes de IA nesse cenário, os riscos se amplificam. Esses programas operam em alta velocidade, e se uma credencial for comprometida, as consequências podem ser devastadoras. Embora 90% das empresas reconheçam a necessidade de aplicar o princípio do privilégio mínimo para agentes de IA, menos da metade implementa controles adequados para monitorar e restringir o acesso.
Desafios na resposta a incidentes
Outro ponto crítico é a fragmentação das ferramentas de segurança, que, segundo 97% das empresas, aumenta o tempo de resposta a incidentes em média em 12 horas. Em contrapartida, ataques cibernéticos conseguem extrair dados em apenas 72 minutos, criando um descompasso preocupante entre a velocidade dos ataques e a capacidade de resposta das empresas.
Inovações no mercado de segurança
<pDiante desse cenário, a Palo Alto Networks lançou a Idira, uma plataforma que visa tratar humanos, máquinas e agentes de IA sob um conjunto unificado de regras. Essa abordagem busca eliminar privilégios permanentes, concedendo acesso apenas quando necessário, reduzindo assim a janela de exploração para potenciais atacantes.
Outras empresas do setor, como Microsoft e CrowdStrike, também estão intensificando seus esforços para proteger identidades de agentes de IA, indicando que a questão da segurança c
