Frias afirma que orçamento do filme de Bolsonaro foi inferior ao previsto
Investigações revelam financiamento controverso do filme “Dark Horse”.
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foi identificado como um dos financiadores do filme “Dark Horse”, com um suposto repasse de R$ 61 milhões, conforme reportagens recentes.
O deputado Mário Frias (PL-SP), produtor executivo da obra, afirmou que a produção teve um orçamento menor do que o inicialmente planejado. O filme retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e ganhou destaque na mídia após a revelação de que Vorcaro, atualmente preso por fraudes financeiras, teria negociado um total de R$ 134 milhões com Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente.
Em suas declarações, Frias mencionou que a captação de recursos para o filme ocorreu quase totalmente em 2024. Documentos que supostamente comprovam as transações financeiras foram mencionados, mas não foram divulgados em detalhes. A cobrança do restante dos valores prometidos por Flávio ocorreu um dia antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal.
Os R$ 61 milhões, embora não representem o orçamento total do filme, são significativos, equivalendo a mais do que o dobro do custo de produção do longa “O Agente Secreto”, que teve um orçamento de R$ 28 milhões e foi indicado a quatro Oscars em 2026.
Em declarações anteriores, Mário Frias negou que a produção tivesse recebido qualquer quantia de Vorcaro, afirmando que não houve indícios de crime relacionados ao financiamento do filme. Ele argumentou que, na ausência de ilegalidades, a situação seria uma tentativa de desgaste político contra os envolvidos na produção.
