Caixa registra lucro de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 25,4%
Caixa Econômica Federal registra lucro recorde e consolida liderança no mercado imobiliário.
A Caixa Econômica Federal obteve um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões nos primeiros três meses de 2026, representando um crescimento de 25,4% em comparação ao último trimestre de 2025. O lucro líquido contábil apresentou um aumento ainda mais significativo, alcançando 38,5% na mesma base de comparação.
O balanço financeiro revelou que a margem financeira da instituição atingiu R$ 18,3 bilhões no período, impulsionada principalmente pelo aumento nas receitas de operações de crédito. As despesas de intermediação financeira totalizaram R$ 46,8 bilhões no trimestre, refletindo a robustez das operações realizadas pelo banco.
Em relação à carteira de crédito, a Caixa encerrou março com um saldo de R$ 1,410 trilhão, uma expansão de 11,3% em 12 meses, com o crédito imobiliário se destacando como um dos principais motores desse crescimento.
Com um saldo de R$ 966,2 bilhões e um crescimento anual de 13,9%, a Caixa consolidou sua posição de liderança no setor imobiliário, detendo 68% de participação de mercado. O crédito comercial para pessoas físicas atingiu R$ 154,9 bilhões, enquanto os investimentos em infraestrutura e saneamento somaram R$ 109,8 bilhões. No agronegócio, o saldo foi de R$ 64,9 bilhões.
O banco também enfatizou sua atuação em finanças sustentáveis, com um total de R$ 886,1 bilhões em operações que incorporam critérios ambientais e sociais, demonstrando seu compromisso com a responsabilidade socioambiental.
A inadimplência ao final do trimestre foi de 3,71%. No que diz respeito à eficiência, as despesas administrativas totalizaram R$ 11,5 bilhões, apresentando um aumento de 6,0% em relação ao primeiro trimestre de 2025, mas uma redução de 9,8% em comparação ao quarto trimestre de 2025.
A gestão do banco destacou que o perfil da carteira permanece conservador, com mais de 90% dos contratos concentrados em operações de baixo risco. A caderneta de poupança continua a ser a principal fonte de recursos, com um saldo de R$ 392,4 bilhões, correspondendo a 39,2% do mercado total.
O Índice de Basileia, que avalia a saúde financeira e a capacidade de empréstimo da instituição, ficou em 15,1%, evidenciando a solidez da Caixa no cenário financeiro.
