EUA realizam testes com drones capazes de neutralizar atiradores em escolas em menos de um minuto

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Drones são testados nos EUA para neutralizar atiradores em escolas.

Um novo sistema de segurança está sendo desenvolvido para escolas nos Estados Unidos, onde drones são utilizados para neutralizar possíveis atiradores. A iniciativa visa oferecer uma resposta rápida a situações de emergência, aumentando a segurança nas instituições de ensino.

A proposta é da empresa Campus Guardian Angel, que se inspirou em estratégias observadas durante a guerra na Ucrânia. O diretor de operações táticas da empresa, Khristof Oborski, destacou que a eficácia dos drones em campo de batalha motivou a adaptação dessa tecnologia para o combate a tiroteios em escolas.

Os drones são mapeados em 3D nas escolas, permitindo que sejam posicionados em pontos estratégicos, tanto dentro quanto fora dos prédios. Assim que um alarme é acionado por um professor, os drones são ativados e pilotados remotamente de uma central em Austin, Texas, com o objetivo de chegar ao local em menos de 15 segundos.

As intervenções dos drones são adaptadas conforme a situação. Se um suspeito for identificado com uma arma, a presença dos drones, equipados com áudio bidirecional, pode ser suficiente para dar comandos. Em casos mais graves, como ataques a crianças, são previstas ações mais diretas, como o uso de gel de pimenta não letal.

Dados recentes indicam que em 2025 houve 233 incidentes com armas em instituições educacionais. Um dos casos mais trágicos ocorreu em Uvalde, Texas, onde 19 alunos e duas professoras foram mortos por um atirador que foi neutralizado apenas 77 minutos após o início do ataque.

Primeira linha de defesa

Os drones, que pesam menos de um quilo e têm cerca de 25 centímetros de comprimento, são oferecidos em contratos anuais, com valores variando de acordo com o tamanho da escola e o número de edifícios. Eles podem atingir velocidades de até 65 km/h.

Atualmente, existem projetos-piloto em andamento em escolas da Flórida e da Geórgia, com financiamento público. Em Houston, no Texas, os pais estão interessados em arcar com os custos da implementação.

“O cenário ideal seria instalar esse sistema em todas as escolas dos Estados Unidos e nunca precisar usá-lo”, afirma Bill King, ex-SEAL e cofundador da empresa.

Os drones não utilizam inteligência artificial, o que é um alívio para muitos. Os pilotos, que frequentemente têm habilidades em videogames, se dedicam a operar os drones de maneira eficaz, garantindo a segurança dos alunos e do pessoal escolar.

Para os pilotos, como Alex Campbell, é gratificante saber que suas habilidades podem ajudar a proteger vidas e garantir que crianças voltem para casa em segurança.

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