Cidadãos do Império Romano carregavam micropênis nos bolsos há dois mil anos

Compartilhe essa Informação

Estatueta de bronze de 1,8 mil anos é descoberta em sítio romano na Inglaterra.

Recentemente, arqueólogos desenterraram uma intrigante estatueta de bronze com cerca de três centímetros de comprimento, representando a genitália masculina, em um sítio romano localizado em Cumbria, no noroeste da Inglaterra. Apesar de sua idade impressionante, a peça está notavelmente bem preservada.

Atualmente, o local da descoberta é conhecido como Carlisle Cricket Club, um espaço dedicado aos amantes do críquete. No entanto, há quase 20 séculos, essa mesma área abrigava um complexo termal romano, onde os cidadãos se reuniam para socializar e relaxar.

Arqueólogos começaram a investigar a região em busca de relíquias do passado romano e, entre os muitos artefatos encontrados, a estatueta chamou atenção. Além de cerâmicas e fragmentos de estruturas, a descoberta do falo se destacou, não apenas pela sua forma, mas pela curiosidade em torno de sua ausência em escavações anteriores.

O fotógrafo que revelou a peça nas redes sociais, juntamente com o diretor do sítio, expressaram surpresa não pela descoberta em si, mas pelo fato de que não haviam encontrado antes um objeto dessa natureza em um local tão rico em outros artefatos. A ausência de figuras fálicas em escavações anteriores intrigava os pesquisadores.

Para os romanos, a estatueta não tinha um caráter obsceno, mas era vista como um amuleto. Os especialistas acreditam que seu propósito era atrair boa sorte e afastar o mau-olhado, simbolizando proteção. Essas representações fálicas eram comuns na cultura romana, utilizadas como talismãs em joias ou esculpidas em paredes.

Descobertas semelhantes não são raras na Inglaterra. Em 2019, arqueólogos catalogaram inscrições romanas em uma pedreira próxima à Muralha de Adriano, incluindo relevos fálicos. No ano passado, uma equipe em Vindolanda encontrou um pingente em forma de pênis, sugerindo que esses amuletos eram populares entre os romanos.

Embora a estatueta de Carlisle tenha apenas três centímetros, outras representações eram significativamente maiores. Em 2022, arqueólogos em Córdoba descobriram um baixo-relevo de 45 centímetros, esculpido na pedra de um edifício, evidenciando a diversidade nas representações fálicas da época.

Essas figuras eram populares não apenas por sua forma, mas pelo simbolismo que carregavam. Os romanos acreditavam que carregar um amuleto fálico ou esculpir um em suas paredes proporcionava proteção contra espíritos malignos. A presença de emblemas fálicos em diversos objetos romanos, de amuletos a afrescos, reflete essa crença cultural profundamente enraizada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *