Robôs na Ucrânia: lições sobre a guerra do futuro
Robôs podem superar soldados humanos no campo de batalha na Ucrânia.
Os robôs poderão superar o número de soldados humanos no campo de batalha na Ucrânia. Essa previsão foi feita por uma fabricante de armamentos de origem britânica e ucraniana.
A afirmação surge após o presidente da Ucrânia declarar que o país havia retomado territórios ocupados pelas forças russas utilizando apenas robôs e drones. Essa operação marca um avanço significativo no uso de tecnologias não tripuladas na guerra.
Ambos os lados do conflito têm utilizado intensivamente sistemas aéreos e terrestres não tripulados, o que tem acelerado o desenvolvimento de tecnologias militares de forma notável.
O avanço tecnológico também intensificou o debate sobre o futuro das guerras e as consequências para os soldados envolvidos. Em um vídeo recente, o presidente ucraniano destacou que uma posição inimiga foi conquistada exclusivamente por plataformas não tripuladas.
As Forças Armadas ucranianas não revelaram detalhes sobre a operação mencionada, mas a declaração do presidente ocorreu após a afirmação de que um robô terrestre teria sido utilizado para conter um avanço russo por 45 dias.
Parte dos armamentos mencionados é atribuída à UFORCE, uma startup militar que rapidamente alcançou o status de “unicórnio”, ou seja, avaliada em mais de US$ 1 bilhão. A empresa foi fundada por ucranianos e britânicos e opera de forma discreta em Londres para evitar riscos de sabotagem.
Embora um representante da UFORCE tenha se recusado a comentar sobre a operação específica, ele confirmou que os drones desenvolvidos pela empresa estão sendo utilizados em combate. A diretora de parcerias estratégicas da UFORCE mencionou que já foram realizadas mais de 150 mil missões de combate bem-sucedidas desde a invasão russa em 2022.
A Rússia também está utilizando robôs para transportar explosivos, o que levanta preocupações sobre como a tecnologia pode transformar a natureza dos conflitos futuros. Especialistas acreditam que a Ucrânia se tornará um modelo para a defesa nacional e a indústria armamentista global.
A UFORCE e outras empresas de defesa emergentes estão desafiando gigantes tradicionais do setor, como Boeing e Lockheed Martin. A Anduril, por exemplo, realizou testes com um caça sem piloto e está incorporando inteligência artificial em seus sistemas.
Embora a maioria dos drones ainda seja controlada por humanos, a integração da inteligência artificial está se tornando cada vez mais comum. Os drones da UFORCE utilizam softwares para ajudar na definição de alvos, enquanto a Anduril desenvolve sistemas que podem realizar ataques de forma autônoma.
O governo dos EUA está promovendo a adoção acelerada de inteligência artificial nas Forças Armadas, com o secretário de Defesa enfatizando a necessidade de priorizar essa tecnologia.
A China também tem ampliado o uso de sistemas militares com inteligência artificial, conforme relatórios do Departamento de Defesa dos EUA. A possibilidade de confrontos diretos entre robôs no campo de batalha está se tornando cada vez mais realista.
Grupos de direitos humanos expressam preocupações sobre a autonomia dos sistemas de armamentos, ressaltando os riscos éticos envolvidos na delegação de decisões de vida ou morte a máquinas. Fabricantes de armamentos defendem que a supervisão humana continua sendo essencial.
O uso de inteligência artificial em operações militares tem gerado debates sobre responsabilidade e ética. Um caso emblemático ocorreu em 2026, quando a Anthropic, uma empresa de inteligência artificial, firmou um contrato com o Pentágono, estabelecendo limites para o uso de sua tecnologia.
O CEO da Anthropic argumentou que a IA deve ser utilizada na defesa nacional, mas com restrições que evitem o uso em vigilância doméstica ou em armas totalmente autônomas. As tensões entre a empresa e o Pentágono resultaram em um rompimento de contrato, mas a OpenAI rapidamente assumiu o lugar da Anthropic.
