Treze pragas agrícolas que ainda não chegaram ao Brasil

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Levantamento revela pragas agrícolas de alto risco para o Brasil.

Um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária, destacou um conjunto de pragas que representam risco significativo à agropecuária do Brasil.

Essas informações têm como objetivo orientar ações de vigilância, bem como a criação de planos de contingência e direcionamento das pesquisas científicas no país. O foco está em ameaças que ainda não atingiram o território nacional, mas que são motivo de preocupação para o setor agrícola.

O pesquisador Francisco Ferraz Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, enfatizou que existe uma grande quantidade de pragas registradas em outros países que ainda não estão presentes no Brasil. Ele ressaltou a importância de definir quais dessas pragas requerem mais atenção.

Mal-do-Panáma

O fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense, conhecido como raça tropical 4 (TR4), causa a murcha de fusário da bananeira, também chamada de mal-do-Panáma. Recentemente, a doença se espalhou pela América do Sul, afetando países como Colômbia, Venezuela, Peru e Equador.

Laranjeira mencionou que a avaliação do TR4, que antes era considerada menos crítica, agora apresenta um risco muito maior do que em 2017. No entanto, o Brasil já desenvolveu variedades de banana resistentes ao TR4, resultado de um programa de melhoramento preventivo iniciado há nove anos.

Mosca-das-frutas-do-caribe

A Anastrepha suspensa, conhecida como mosca-das-frutas-do-caribe, tem preferência por atacar a goiaba, mas também infesta diversas outras espécies com relevância econômica, como os citros. Essa praga é originária das ilhas do Caribe e apresenta risco elevado de introdução no Brasil, especialmente pela fronteira com o estado do Amapá, onde algumas moscas dessa espécie podem voar até 135 quilômetros.

Mosca-das-frutas

A mosca-das-frutas Bactrocera dorsalis possui uma alta capacidade reprodutiva e ataca mais de 300 espécies de plantas, incluindo goiaba, laranja, maçã, manga e pêssego. Esta espécie é amplamente distribuída na Ásia e sua introdução em novas áreas geralmente acontece por meio do transporte de frutos infestados, principalmente por viajantes e encomendas.

Falso-ácaro-vermelho-chileno

O falso-ácaro-vermelho-chileno, um ácaro que ataca principalmente a uva, também infesta kiwi, limão, caqui e diversas plantas ornamentais. Esses ácaros habitam a parte inferior das folhas, causando amarelecimento e encarquilhamento, além da morte de brotos. Sua diminuta dimensão facilita seu transporte, tornando-se uma ameaça para as plantações de uva no sul do Brasil.

Amarelecimento-letal

O amarelecimento-letal (AL) é causado pelo fitoplasma Candidatus Phytoplasma palmae e afeta principalmente a planta hospedeira do coqueiro. Considerada uma das doenças mais devastadoras para essa cultura, a transmissão ocorre por meio da cigarrinha Haplaxius crudus e outros insetos vetores. A região Norte do Brasil é a mais suscetível à introdução, devido à proximidade com o Caribe e ao trânsito intenso de pessoas.

Cardo-canadense

O cardo-canadense (Cirsium arvense) é uma planta infestante que causa danos significativos a lavouras de ervilha, milho, feijões, entre outras. Sua dispersão é facilitada pelas pequenas sementes que podem ser levadas pelo vento a

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