Vendas do varejo no Rio Grande do Sul crescem 8,6% em março e indicam recuperação do setor
Vendas do varejo gaúcho atingem recorde em março de 2026.
O setor varejista do Rio Grande do Sul apresentou um desempenho notável em março de 2026, acumulando R$ 23,4 bilhões em vendas. Este número, que representa o maior volume do ano, reflete um crescimento de 8,6% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
A análise dos dados foi realizada durante a nova rodada de lives do Diálogos Setoriais, iniciada em 19 de maio, promovida pelo governo do Estado em parceria com a Receita Estadual. O objetivo é discutir indicadores do setor levantados a partir das notas fiscais eletrônicas, envolvendo representantes do comércio.
Nos últimos 12 meses, o setor registrou um crescimento acumulado de 2,2%. Os dados indicam que, a partir de novembro do ano passado, o varejo começou a mostrar uma estabilidade na taxa de crescimento, culminando em um avanço significativo em março, o que pode sugerir uma tendência de recuperação econômica.
Segmentos em Destaque
Ao analisar os segmentos, o setor de móveis destacou-se com um crescimento de 17,4%, o que representa um acréscimo de R$ 663 milhões nas vendas. Já o segmento químico, impulsionado principalmente pelas vendas de medicamentos, teve um aumento de 8,6%, com um crescimento de R$ 1,6 bilhão nas comercializações.
Segundo análise de um auditor-fiscal da Receita Estadual, o setor de móveis foi particularmente demandado após os desastres naturais, e essa tendência de crescimento permanece evidente. O segmento de medicamentos também se destacou, registrando uma expansão de 8,8% nas vendas, contribuindo significativamente para o desempenho positivo do setor químico.
Retomada do Consumo
A economista-chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul apontou que março é tradicionalmente um mês de recuperação no consumo, após os meses de janeiro e fevereiro, quando as pessoas tendem a conter gastos devido à falta de receitas extras e às despesas do início do ano, como tributos e faturas de cartão de crédito.
Ela ressalta que o crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior é uma notícia positiva, que já reflete o impacto da desoneração do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, o aumento do salário mínimo e a expansão do crédito consignado, que tem se fortalecido entre os trabalhadores.
