Haddad afirma que base da sociedade supera preconceito do mercado e garantirá ‘sexta vitória’ a Lula
Fernando Haddad fala sobre sua candidatura e críticas ao mercado financeiro.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), expressou confiança na possibilidade de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições, destacando o apoio da sociedade, apesar das críticas do mercado financeiro.
Em uma recente entrevista, Haddad abordou o que considera um “preconceito histórico” do mercado em relação ao PT. Ele argumentou que as críticas muitas vezes surgem devido à oposição do partido a cortes em programas sociais e enfatizou que o mercado valoriza políticas de privatização.
De acordo com Haddad, a resistência do mercado se deve ao fato de que o PT não promove cortes no salário mínimo ou nos direitos sociais. Ele acredita que as avaliações negativas do mercado são frequentemente motivadas por ideologias, dificultando o reconhecimento do trabalho de membros do partido.
Haddad também destacou que a base da sociedade reconhece Lula como um líder que se preocupa com os interesses do povo. Ele afirmou que a relação de Lula com o eleitorado é forte e que o presidente é visto como alguém que “zelam pela gente”.
Na entrevista, Haddad defendeu sua gestão na economia, mas admitiu que houve falhas na comunicação, especialmente em relação ao pacote fiscal de 2024. Ele mencionou que a apresentação de medidas de contenção de gastos juntamente com a proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda causou confusão no mercado.
Haddad criticou a condução da política de juros no Brasil, afirmando que a taxa Selic está “completamente fora do lugar”. Ele argumentou que o Banco Central tem mantido uma política monetária excessivamente restritiva, o que não é compatível com o nível de inflação atual.
O ex-ministro também atribuiu parte da deterioração fiscal ao governo anterior, mencionando despesas extraordinárias que foram incorporadas às contas do atual governo. Ele defendeu a reforma tributária que foi aprovada durante sua gestão, ressaltando a necessidade de enfrentar desigualdades estruturais no Brasil.
Ao discutir a disputa eleitoral em São Paulo, Haddad criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), mencionando problemas em áreas como segurança pública, educação e saneamento. Ele se opôs à privatização da Sabesp, argumentando que essa prática tende a resultar em serviços de menor qualidade e tarifas mais altas.
Por fim, Haddad se mostrou otimista quanto à possibilidade de derrotar Tarcísio nas eleições de 2026, lembrando seu desempenho nas eleições de 2022, quando foi a pessoa mais votada do campo progressista em São Paulo.
