Agricultores franceses realizam inspeção de caminhões com alimentos importados em protesto contra acordo da UE com o Mercosul

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Protestos de agricultores na França contra acordo UE-Mercosul ganham força.

A crescente insatisfação entre os agricultores franceses se manifestou em uma série de protestos em várias regiões do país, incluindo o maior porto de contêineres da França e rodovias estratégicas ao norte de Paris. Na última segunda-feira, os agricultores realizaram inspeções simbólicas em caminhões de alimentos importados, expressando suas preocupações sobre o impacto do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Os agricultores, que representam a maior parte do setor agrícola da União Europeia, têm se mobilizado há semanas contra o acordo, que tem gerado controvérsias sobre a concorrência desleal que pode resultar da importação de produtos de países sul-americanos. A oposição se intensificou após a recente aprovação do acordo por parte da maioria dos Estados-membros da UE, apesar da resistência manifestada por setores significativos na França.

No porto de Le Havre, um dos principais pontos de entrada de mercadorias, dezenas de agricultores se reuniram com tratores para inspecionar caminhões. As operações de fiscalização focaram na chegada de produtos como cogumelos e vísceras de ovelha, que, segundo os manifestantes, competem de forma desleal com a produção local.

Justin Lemaitre, secretário-geral de um sindicato local de agricultores, destacou a necessidade de manter a pressão sobre o governo francês para reconsiderar o acordo. Ele enfatizou a dificuldade em aceitar a competição com produtos importados que não seguem os mesmos padrões de produção e regulamentação que os exigidos na Europa.

Além das atividades no porto, os agricultores também bloquearam depósitos de combustível e portos de cereais em várias localidades, incluindo La Rochelle e Savoie. A mobilização está prevista para se intensificar nos próximos dias, com planos de levar tratores a Paris para uma manifestação programada.

Os agricultores esperam que a pressão popular e as manifestações possam influenciar o Parlamento Europeu a reconsiderar o pacto com o Mercosul, que, segundo eles, ameaça a sustentabilidade e a competitividade da agricultura europeia.

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