Harvard realiza experimento recorde em 2026 ao investir US$ 87 milhões em Ethereum e liquidar ativos em um trimestre

Compartilhe essa Informação

Harvard liquida investimentos em Ethereum e reduz posição em Bitcoin.

O fundo de investimento de Harvard, conhecido como Harvard Management Company, tomou a decisão de vender completamente sua posição no ETF Ethereum da BlackRock durante o primeiro trimestre de 2026. Essa venda, avaliada em aproximadamente US$ 86,8 milhões, ocorreu apenas três meses após a aquisição, destacando a volatilidade e as rápidas mudanças no mercado de criptomoedas.

Além disso, Harvard também diminuiu sua participação no ETF Bitcoin da BlackRock em 43%, reduzindo sua posição para cerca de US$ 117 milhões. Essa é a terceira redução consecutiva nas participações da universidade em criptomoedas, refletindo uma estratégia cautelosa diante de um cenário incerto.

O fundo patrimonial de Harvard é considerado o maior do mundo e suas movimentações são observadas atentamente por investidores e analistas. O investimento inicial em Ethereum e a subsequente saída rápida podem indicar uma reavaliação das perspectivas sobre essa criptomoeda, que, apesar de sua capacidade de hospedar aplicações financeiras, não conseguiu se manter competitiva em termos de valorização em comparação ao Bitcoin.

O Ethereum registrou uma queda de 29% em seu valor no ano atual, enquanto o Bitcoin teve uma redução de 12%. Historicamente, o desempenho do Bitcoin tem superado o do Ethereum nos últimos cinco anos, o que pode ter influenciado a decisão de Harvard de liquidar suas posições.

A trajetória de Harvard no mercado de criptomoedas começou no segundo trimestre de 2025, quando adquiriu 1,9 milhão de ações do ETF IBIT da BlackRock, totalizando aproximadamente US$ 116,7 milhões. Essa compra fez do Bitcoin a maior posição em ações listadas da universidade, superando gigantes como Nvidia e Alphabet. O pico de investimento ocorreu no terceiro trimestre de 2025, com um total de US$ 442 milhões no ETF de Bitcoin.

Após esse ponto, a universidade começou a experimentar uma tendência de queda nas suas participações, culminando na venda total de sua posição em Ethereum e na redução de sua exposição ao Bitcoin. Isso sugere uma estratégia que não se mostrou convincente para a instituição.

Atualmente, a maior posição de Harvard é a TSMC, com cerca de US$ 232 milhões, seguida por investimentos em ouro, que somam quase US$ 200 milhões. A análise de especialistas indica que, apesar da queda no mercado de Bitcoin, os fluxos para ETFs desse ativo permanecem relativamente estáveis, o que pode tornar a absorção de perdas mais viável para Harvard, considerando seu portfólio diversificado.

Enquanto isso, outras universidades estão adotando abordagens diferentes. Dartmouth manteve sua posição no ETF IBIT inalterada e até aumentou sua exposição a criptomoedas com um novo investimento no ETF Solana da Bitwise. A Universidade Brown também optou por manter sua participação no IBIT, enquanto Harvard parece estar seguindo um caminho oposto.

A mudança na estratégia de Harvard pode estar ligada a fatores internos, como a iminente aposentadoria de N.P. Narvekar, diretor do fundo patrimonial desde 2016. Sua saída prevista até o final de 2027 pode estar influenciando a decisão da universidade de reduzir suas posições em ativos mais arriscados.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *