Longa-metragem O Véu é selecionado para o Fantastic 7 em Cannes 2026
‘O Véu’ se destaca no Fantastic 7 durante o Festival de Cannes 2026.
O longa-metragem de terror ‘O Véu’ (The Veil) participou no último domingo, 17, do Fantastic 7, uma iniciativa do Marché du Film em colaboração com o Sitges – Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha. Este evento ocorre anualmente durante o Festival de Cannes e reúne sete projetos promissores do cinema fantástico mundial, proporcionando conexões com potenciais parceiros e investidores.
Com coprodução das produtoras gaúchas Okna Produções e Fogo Filmes, o longa expande a narrativa do curta-metragem homônimo, dirigido por Gabriel Motta. A presença no Fantastic 7 é vista como crucial para a projeção internacional de ‘O Véu’ e para estabelecer novas parcerias estratégicas.
Aletéia Selonk, fundadora da Okna Produções, destaca a importância do cinema de gênero na indústria global, ressaltando seu potencial de articular identidade autoral e alcançar um público mais amplo. Ela enfatiza que desenvolver um projeto desse tipo a partir do Brasil é especialmente significativo, ampliando a presença do país no circuito internacional.
A participação no Fantastic 7 foi possibilitada pela trajetória do projeto em festivais internacionais. ‘O Véu’ já foi agraciado com o Fantastic 7 Award durante o 24º Hong Kong – Asia Film Financing Forum (HAF), onde o diretor Gabriel Motta e a produtora Aletéia Selonk estiveram presentes. A produção foi elogiada por sua narrativa intrigante, que entrelaça superstição e fraude, simbolizada pelo véu de renda que separa mentira e verdade, vida e morte.
A história do filme gira em torno de um culto religioso que realiza rituais de possessão falsos, até que a filha do pastor é possuída por uma entidade real, gerando um conflito familiar e espiritual que leva seu irmão a desafiar a autoridade do pai. O roteiro é de autoria de Motta e Jonts Ferreira.
Gabriel Motta, diretor de ‘O Véu’, expressa que o desenvolvimento do longa a partir do curta tem sido uma jornada intensa e gratificante. Ele menciona que cada exibição, desde Toronto até Guadalajara, passando pelo Rio e San Francisco, contribui para esse percurso, com o retorno do público inspirando ainda mais a expansão do universo do curta na criação do longa. Motta busca criar uma obra que seja ao mesmo tempo profunda e divertida, tocante e assustadora, com um forte apelo global e uma identidade brasileira marcante.
