Polícia Penal realiza operação para coibir uso de celulares em presídios do Rio Grande do Sul

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Operação Mute retira celulares de penitenciárias no Rio Grande do Sul

A Polícia Penal do Rio Grande do Sul, em uma ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, finalizou a 11ª fase da Operação Mute com o objetivo de desarticular o uso de celulares nas unidades prisionais e enfraquecer organizações criminosas.

A operação teve início na segunda-feira (18) na Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro e se estendeu por outras unidades ao longo da semana, incluindo a Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas, a Penitenciária Estadual de Santa Maria e a Penitenciária Estadual de Porto Alegre, culminando na sexta-feira (22).

O foco principal da ação foi nas penitenciárias com presença identificada de organizações criminosas, utilizando critérios estratégicos e de inteligência para direcionar as operações de segurança pública.

O secretário estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Atilio Kurtz Rossato, destacou que o planejamento e a integração entre as forças de segurança têm trazido resultados significativos. Segundo ele, as operações nas unidades prisionais impactam diretamente a segurança da sociedade, refletindo a eficácia das ações dentro e fora dos muros das penitenciárias.

Mais de 300 servidores da Polícia Penal participaram da operação, que resultou na apreensão de diversos dispositivos como celulares, chips, cabos USB e carregadores. Entretanto, o total exato de objetos apreendidos não foi divulgado.

A Operação Mute faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que conta com um investimento superior a R$ 11 bilhões para fortalecer a segurança pública em todo o território nacional, incluindo recursos destinados a sete presídios no Rio Grande do Sul.

Desde o seu lançamento em 2023, a Operação Mute já resultou na remoção de 8,5 mil celulares das unidades prisionais do Brasil. Nesses esforços, cerca de 42 mil policiais penais estiveram envolvidos, com a revista de mais de 40 mil celas. Além da apreensão de dispositivos eletrônicos, as operações têm contribuído para o combate a diversos tipos de crimes nos presídios, reforçando o controle interno e fragilizando as ações de organizações criminosas.

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