Mudança na jornada de trabalho pode afetar mais de 830 mil gaúchos

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Proposta de redução da jornada de trabalho pode beneficiar milhões no Rio Grande do Sul.

Uma nova proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais no Rio Grande do Sul pode impactar aproximadamente 2,1 milhões de trabalhadores de diversos setores da economia.

De acordo com dados recentes, o fim da escala de trabalho 6×1 pode beneficiar cerca de 830 mil profissionais no estado. Esses trabalhadores, que atualmente exercem suas funções por seis dias seguidos com apenas um dia de folga, poderiam transitar para a escala 5×2, caso a proposta seja aprovada no Congresso Nacional.

Atualmente, o estado conta com 1.696.461 trabalhadores no modelo 5×2, representando 67,13% do total analisado. O restante, 32,87%, ainda opera sob a rigidez do regime 6×1.

Em abril, o governo federal apresentou ao Congresso um projeto de lei que propõe a diminuição da carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas. A proposta inclui a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana e veda a redução salarial em decorrência dessa mudança.

O objetivo, segundo as autoridades, é oferecer mais tempo para descanso, convívio familiar e lazer, reconhecendo que a jornada atual não reflete as transformações sociais e tecnológicas ocorridas nas últimas décadas.

No âmbito nacional, o levantamento indica que 44,7 milhões de pessoas estão inseridas no mercado de trabalho, com cerca de 14,9 milhões ainda seguindo a rotina 6×1, representando aproximadamente um terço do total. Além disso, 38,6 milhões de brasileiros estão empregados com jornadas superiores a 40 horas semanais.

Entre esses trabalhadores, 37,2 milhões cumprem uma carga de 44 horas, enquanto 1,4 milhão se encontram em jornadas que variam entre 40,1 e 43,9 horas por semana.

No cenário do Rio Grande do Sul, a proposta de jornada reduzida poderia beneficiar uma grande quantidade de trabalhadores, principalmente nas áreas de comércio, serviços, indústria e logística.

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de trabalhadores na escala 6×1, totalizando cerca de 7 milhões. O Sul segue com 2,9 milhões, enquanto o Nordeste conta com 1,97 milhão, o Centro-Oeste com 1,34 milhão e o Norte com 751,7 mil profissionais.

Entre os estados, São Paulo lidera com 4,28 milhões de trabalhadores nessa escala, seguido por Minas Gerais com 1,46 milhão, Rio de Janeiro com 1,05 milhão, Santa Catarina com 1,04 milhão e Paraná com 1,03 milhão de pessoas.

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