Act Digital impulsiona negócios por meio de inteligência artificial agente
A Act Digital avança na transformação digital com foco em inteligência artificial.
A transformação digital permanece como o principal foco da Act Digital, uma empresa brasileira que tem adaptado suas estratégias para incorporar a inteligência artificial, especialmente a agêntica. Essa abordagem visa acelerar projetos corporativos, modernizando a arquitetura e a governança das empresas atendidas.
Nos últimos cinco anos, a Act Digital tem direcionado sua estratégia para a transformação digital. Com a incorporação da inteligência artificial, a empresa busca não apenas ajudar grandes organizações a testar soluções, mas a escalar o uso de IA em ambientes corporativos, onde a segurança e a regulação são fundamentais, especialmente no setor financeiro, que historicamente representa uma fortaleza para a empresa.
A implementação dessa estratégia se dá por meio de squads híbridas, que combinam especialistas humanos com agentes de IA, desenvolvidos internamente. O objetivo é acelerar o tempo de lançamento no mercado das empresas, mas Martineau ressalta que a entrega vai além do modelo de squad agêntica, incluindo a modernização da arquitetura e a evolução da governança de dados e acessos como pré-requisitos para qualquer iniciativa de IA em grande escala.
Com o crescimento do uso de agentes de IA, surge também o desafio da Shadow AI, que se refere ao uso não controlado de ferramentas de IA nas áreas de negócios. Para enfrentar esse problema, a Act Digital aplica a mesma disciplina que já utilizava com dados, criando uma camada única de gateway que intermedeia os agentes e garante a aplicação dos modelos corretos, além de manter a consistência na comunicação corporativa.
Essa camada é projetada para estar conectada a temas de FinOps, refletindo os desafios que o uso de cloud e dados apresentou no passado, agora aplicados ao consumo de tokens. Martineau destaca que os custos associados aos tokens podem ser elevados, defendendo que toda iniciativa de IA deve estar ligada a métricas de negócio claras, como tempo de lançamento no mercado, qualidade de entrega ou custo, evitando a simples adição de IA a processos existentes.
Os resultados práticos dessa transformação já são visíveis, com a atuação de agentes em diversas instituições financeiras, oferecendo recomendações de produtos, consultoria a clientes e gestão financeira. Essa evolução tem se intensificado, com a conversa sobre IA no setor financeiro passando de uma fase conceitual para a implementação de casos concretos que impactam a satisfação do cliente.
Modelo de hub: o case BMW
A Act Digital adota um modelo de hub de tecnologia baseado em nearshore, com squads no Brasil que atendem clientes globais a um custo mais competitivo. A parceria com a BMW, que já dura dez anos, exemplifica esse modelo, com um hub dedicado em São Paulo, que conta com mais de 200 profissionais atendendo toda a região das Américas em diversas áreas de negócios.
A BMW possui seis hubs de tecnologia no mundo, sendo o de São Paulo o único nas Américas, o que atesta a competitividade da engenharia brasileira. Martineau menciona que esse modelo está sendo replicado para outros clientes globais que buscam padronização de processos, especialmente na indústria automotiva, que atualmente é a segunda maior vertical da Act Digital.
Novo papel do desenvolvedor
Com mais de 50% da equipe composta por desenvolvedores, a Act Digital considera a engenharia de software como o núcleo da empresa. A introdução de agentes de IA levanta a questão sobre como os desenvolvedores devem redirecionar seu tempo, priorizando tarefas que agregam mais valor ao negócio.
Martineau enfatiza que o foco deve ser na capacitação dos desenvolvedores, para que possam se conectar mais aos problemas de negócio e validar o trabalho dos agentes de IA. A empresa introduziu a função de Forward Deploy Engineer, que atua como um elo entre as necessidades de negócio e a implementação técnica, garantindo a entrega dos resultados esperados.
Esse novo papel é parte do investimento de R$ 100 milhões anunciado pela Act Digital, que visa o upskilling e reskilling de profissionais até 2027, incluindo um agente de IA para microlearning, que personaliza trilhas de capacitação e gera um mapa de calor das competências da equipe.
Apesar do pioneirismo, a adesão à IA não é uniforme. Martineau observa que a mudança de mentalidade é crucial e que engenheiros seniores estão se tornando champions para ajudar o restante da equipe a validar o que os agentes produzem, com atenção especial aos desenvolvedores juniores, que enfrentam mudanças significativas em suas funções.