Açúcar registra alta de quase 30% em um ano, enquanto preços de alimentos caem, revela FAO

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Preço do açúcar registra alta significativa em outubro, enquanto alimentos globais caem.

O preço internacional do açúcar apresentou um aumento de 28,8% em outubro em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No mês anterior, setembro, a elevação foi de 6,6%.

Essa é a quarta alta mensal consecutiva, atingindo o maior nível desde dezembro de 2024, conforme dados recentes. O aumento é atribuído a fatores climáticos que impactaram a colheita e a moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, que é a principal área produtora do país.

Além disso, preocupações com a produção de açúcar em outros países, como Índia, União Europeia e Tailândia, também contribuíram para a pressão nos preços. As chuvas intensas prejudicaram as operações de colheita e moagem, elevando as incertezas sobre a oferta futura.

A alta no preço do açúcar contrasta com a tendência de queda nos preços globais dos alimentos. O índice que mede esses preços, gerido por uma importante organização internacional, registrou 133,9 pontos em outubro, refletindo uma diminuição de 1,2% em relação ao mês anterior.

Apesar dessa queda, o índice ainda está 5,9% acima do que era em outubro de 2025. Comparado ao pico de março de 2022, quando os preços dispararam devido a conflitos geopolíticos, o índice apresenta uma redução de 16,4%.

A queda nos preços globais dos alimentos foi impulsionada principalmente pelos cereais, laticínios e carnes, que compensaram o aumento do açúcar e os preços em alta dos óleos vegetais.

Cereais, carnes e laticínios ficam mais baratos

Os cereais apresentaram a maior queda de preços em outubro, com uma diminuição de 4,5%. O trigo, por exemplo, que havia subido por quatro meses consecutivos, agora apresenta uma leve redução.

A diminuição nos preços é atribuída a uma demanda internacional mais fraca e a perspectivas de produção mais otimistas, especialmente na Argentina. A expectativa de redução das restrições ao transporte de produtos pelo Mar Negro também contribuiu para essa queda, embora ainda existam desafios logísticos na região.

  • ➡️ A colheita abundante nos Estados Unidos e a expectativa de oferta generosa nos principais países exportadores da América do Sul também influenciaram a desvalorização do milho, que havia alcançado o maior preço em três anos em setembro.

Por outro lado, o arroz teve um aumento de 1,6% nos preços em outubro, devido a atrasos nas colheitas e condições climáticas desfavoráveis em alguns países exportadores.

Os preços das carnes caíram 1,2% no mês, com a carne suína, ovina e bovina apresentando desvalorizações, enquanto os preços do frango permaneceram estáveis.

O índice de preços dos laticínios também registrou uma queda de 1,1%, impulsionada pela diminuição nos valores da manteiga e do queijo, devido à oferta abundante e à menor demanda.

Os óleos vegetais, por sua vez, tiveram um leve aumento de 0,3%, com os óleos de soja e girassol superando a queda do óleo de colza. No caso da soja, os preços alcançaram o maior nível desde o final de 2022, impulsionados pela demanda do setor de biocombustíveis e pela redução da oferta típica deste período do ano na América do Sul.

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