Ala do PT questiona filiação de Kátia Abreu
Filiação de Kátia Abreu ao PT gera polêmica interna e pedidos de impugnação.
A recente filiação da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins, realizada no dia 4, gerou uma reação imediata dentro da legenda. Um grupo vinculado à corrente Articulação de Esquerda protocolou um pedido à direção nacional para anular a adesão, citando supostas irregularidades no processo e divergências com os princípios fundamentais do partido.
No documento apresentado, os signatários expressam preocupações sobre a falta de uma reunião do diretório estadual para deliberar sobre a entrada da ex-senadora. Além das questões formais, o manifesto critica a trajetória política de Kátia Abreu, que historicamente tem laços com o agronegócio, um setor frequentemente visto com desconfiança por segmentos mais à esquerda.
Os autores do pedido afirmam: “Vimos por meio deste impugnar a filiação de Kátia Regina Abreu ao PT pelos motivos acima expostos”. Eles reforçam que “o PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”, indicando uma clara oposição à visão política da nova filiada.
O manifesto também argumenta que a atuação da ex-ministra não se alinha com as diretrizes centrais do PT, como a defesa da reforma agrária e dos direitos dos trabalhadores rurais. Para os integrantes do grupo, a trajetória política de Kátia Abreu contraria o estatuto do partido, que enfatiza a luta contra as desigualdades sociais e econômicas.
Apesar das contestações internas, a expectativa é que a direção nacional do PT mantenha a filiação de Kátia Abreu. Após deixar o Partido Progressista (PP), a ex-ministra declarou publicamente sua intenção de colaborar com o presidente Lula na defesa da democracia e na promoção de seu projeto de reeleição.