Alfredo Gaspar acusa PT de conivência com crime e aponta Banco Master como epicentro do escândalo

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Alfredo Gaspar critica o PT e defende aumento de investimentos em segurança pública.

O deputado federal Alfredo Gaspar, que é o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) nesta segunda-feira. Ele acusou o partido de ser “leniente com o crime organizado” e destacou que o escândalo do Banco Master teve origem durante a gestão do PT na Bahia.

Gaspar aproveitou a oportunidade para enfatizar a importância dos investimentos em segurança pública, um dos pilares da campanha do PL. Ele se esforçou para desviar a atenção das questões relacionadas ao financiamento de “Dark Horse” e a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Durante o evento Macro Day 2026, Gaspar anunciou que, se eleito, o próximo governo se comprometerá a aumentar o investimento em segurança pública de 0,4% para 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, ele mencionou a destinação de R$ 40 bilhões para a construção de presídios, afirmando que o governo de Flávio Bolsonaro terá como prioridade o combate às facções criminosas, citando Bahia e Ceará como os estados com os maiores índices de criminalidade, embora sem apresentar números específicos.

“O PT é leniente com o crime, não tem expertise para lidar com o crime organizado. Bandido terá que se entregar e bandido que quiser enfrentar a polícia vai morrer. Não vamos admitir mais o crime organizado mandando”, declarou Gaspar.

Questionado sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o financiamento milionário do Banco Master para o projeto “Dark Horse”, Gaspar reiterou que se tratava de um investimento privado para um filme.

Além disso, ele reforçou que o escândalo do Banco Master “nasceu no PT da Bahia” e assegurou que Flávio Bolsonaro não terá surpresas negativas durante a campanha. Gaspar criticou ainda o atual governo, afirmando que muitos problemas foram ocultados, o que compromete a capacidade do presidente Lula de continuar no cargo.

Gaspar, que foi escolhido de última hora como candidato a vice, revelou que inicialmente Flávio Bolsonaro pretendia escolher uma mulher para a vaga, considerando nomes como a senadora Teresa Cristina e a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques. No entanto, essas opções foram vetadas por pressões externas e por partidos do Centrão.

“O PL também tinha mulheres competentes, mas cada qual com seus projetos políticos. Não sei em que vou agregar. Sou homem simples, venho de estado pequeno e dediquei a vida toda a combater corrupção. Sou brasileiro honesto, primeiro mandato, em meio a uma política desacreditada”, afirmou Gaspar. Ele reconheceu que talvez não traga votos, mas se comprometeu a não trazer desonra ou deslealdade à candidatura de Flávio Bolsonaro.

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