Aliado de Flávio renuncia a audiência nos EUA após declaração machista sobre mulheres

Compartilhe essa Informação

Influenciador bolsonarista desiste de audiência nos EUA sobre tarifas a produtos brasileiros.

Paulo Figueiredo, influenciador bolsonarista, decidiu não comparecer à audiência promovida pelo governo dos Estados Unidos, que discute a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Sua participação estava agendada para esta segunda-feira.

Figueiredo justificou sua ausência afirmando que o foco da semana deve ser a participação de Flávio Bolsonaro, marcada para o segundo dia da audiência. Ele optou por enviar seus comentários por escrito, acreditando que Flávio será um bom representante na luta contra as tarifas.

A decisão de Figueiredo vem após a repercussão negativa de um vídeo em que ele fez declarações polêmicas sobre o voto feminino e atacou Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama relatou ter sido desrespeitada e maltratada por Flávio, gerando preocupação sobre o impacto das falas de Figueiredo na campanha do senador.

Flávio Bolsonaro se manifestou, repudiando as declarações de Figueiredo e enfatizando que ele não faz parte de sua campanha. O senador destacou que as opiniões do influenciador não refletem suas posições e que ele é uma pessoa que ajuda na relação com os Estados Unidos.

A audiência pública é parte de uma investigação conduzida pelo USTR sobre as práticas comerciais do Brasil. A decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá ao presidente Donald Trump, após consultas ao setor privado.

A investigação, iniciada em julho de 2025, abrange uma série de queixas de Washington, incluindo tarifas sobre a importação de etanol e alegações de favorecimento do sistema de pagamentos Pix em detrimento de empresas de cartão americanas.

Figueiredo protocolou um comentário escrito no USTR, solicitando a suspensão das tarifas e o adiamento da decisão até após as eleições presidenciais brasileiras. Ele propôs que, em vez das sobretaxas, o governo americano amplie sanções individuais sob a Lei Magnitsky contra ministros do STF.

Embora seu documento tenha sido apresentado ao USTR, Figueiredo argumenta que o governo dos EUA deve substituir as tarifas por sanções e restrições de visto, que são de competência do Departamento do Tesouro e do Departamento de Estado.

O presidente Lula criticou Flávio Bolsonaro, chamando-o de “traidor da pátria” após o anúncio das tarifas, que ocorreram em meio a estratégias de seu irmão Eduardo e de Figueiredo para reverter o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Os apoiadores de Bolsonaro, por sua vez, responsabilizam Lula pelo aumento das tarifas, alegando que ele não se esforçou para manter uma relação saudável com Washington.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *