Amiga de Lulinha é acusada de calote em tapeceiro, escola e loja de roupas

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Roberta Luchsinger enfrenta diversas ações judiciais por dívidas e investigações de corrupção.

A lobista Roberta Luchsinger está envolvida em um extenso número de processos judiciais em São Paulo e Minas Gerais, relacionados a calotes em profissionais autônomos e estabelecimentos de serviços. As dívidas incluem pagamentos de serviços de tapeceiro, escola e loja de roupas. Reportagens recentes indicam que, em diversas ocasiões, oficiais de Justiça não conseguiram localizá-la para notificações, e não foram encontrados bens ou valores em suas contas bancárias para penhora.

Além das dívidas, Luchsinger é alvo de investigações pela Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em Brasília. O inquérito investiga suas conexões com figuras proeminentes, incluindo Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência, e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que está preso por fraudes previdenciárias.

Em 2011, Roberta contratou um tapeceiro para reformar sua residência, com um custo total de R$ 61.000, mas pagou apenas R$ 25.000. O tapeceiro ganhou a causa em todas as instâncias judiciais, mas os acordos feitos foram desrespeitados. Para tentar resolver a situação, ela ofereceu à Justiça uma coleção de gravuras que afirmou serem obras originais de Candido Portinari, mas a entidade responsável pela autenticação do artista declarou que se tratavam de reproduções sem valor.

Em 2016, Luchsinger persuadiu um investidor a se tornar avalista de um empréstimo, colocando uma fazenda em Minas Gerais como garantia. No entanto, o investimento não se concretizou e o credor acabou tomando posse da fazenda, avaliada em R$ 8 milhões, devido à inadimplência.

Em 2020, proprietários de um apartamento de alto padrão em São Paulo moveram uma ação de despejo contra Roberta por falta de pagamento de aluguel, condomínio e IPTU. Ela permaneceu no imóvel até 2023, acumulando uma dívida de R$ 500 mil, que só foi quitada em maio de 2024.

Durante 2017, a lobista também deixou de pagar R$ 91.000 em mensalidades escolares de sua filha e R$ 21.000 em uma loja de roupas. Em 2022, contratou uma agência de publicidade para sua pré-campanha ao cargo de deputada federal, mas pagou apenas uma fração do valor acordado, totalizando R$ 4.200 de um contrato de R$ 42.000.

Outros processos, movidos por uma babá e uma empregada doméstica, que foram demitidas sem receber verbas rescisórias, somam R$ 50.000 e prescreveram sem que os valores fossem quitados. Roberta enviou uma lista de ações já arquivadas pelo Judiciário e, em relação à situação da fazenda, afirmou ter sido enganada pelo investidor e que o proprietário do imóvel estava ciente dos riscos envolvidos na operação financeira.

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