André Esteves afirma que juros podem ser reduzidos a 7% com 3 ou 4 medidas

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André Esteves defende medidas fiscais para o próximo presidente do Brasil.

O chairman do BTG Pactual, André Esteves, destacou a importância de medidas simples para conter o crescimento dos gastos públicos, visando uma redução significativa na taxa básica de juros do Brasil.

Em sua participação no 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá (SP), Esteves afirmou que o próximo presidente encontrará um país com uma economia organizada, sem desequilíbrios estruturais graves, embora ainda enfrentando desafios devido às altas taxas de juros.

Ele enfatizou que o novo líder do país terá a oportunidade de implementar soluções eficazes, afirmando: “Quem quer que seja eleito em janeiro vai pegar um país arrumadinho, fácil de resolver.”

Esteves argumentou que o Brasil não precisa cortar programas sociais, mas sim adotar medidas de disciplina fiscal que demonstrem controle sobre as despesas públicas a médio e longo prazo.

“Tem 3 ou 4 medidas simples de contenção do crescimento de gasto e isso vai fazer o juro sair de 15% para 7% ou 8%,” declarou, indicando que esse ajuste não precisaria ultrapassar 2% do PIB.

Apesar da falta de um crescimento robusto, o banqueiro acredita que o cenário macroeconômico é mais sólido do que em crises passadas. “Eu não estou muito preocupado com a economia brasileira, não,” afirmou, acrescentando que, embora o país não esteja prosperando, a situação não é alarmante.

Conflito institucional

André Esteves expressou sua preocupação com o que descreveu como um conflito entre o “Brasil institucional” e o “Brasil não institucional.”

“Essa guerra está aí. O que mais me preocupa é uma guerra entre o Brasil institucional e o Brasil não institucional,” disse, ressaltando a gravidade da situação.

Ele citou o aumento da informalidade em setores da economia, fraudes financeiras e a infiltração do crime organizado nas instituições públicas como exemplos de desafios que o país enfrenta.

“Nós não podemos nos conformar com isso. Nós não podemos nos acostumar com isso,” afirmou, defendendo a necessidade de um enfrentamento rigoroso desse problema com uma abordagem institucional mais firme.

“A economia dá uma moleza de resolver. Essa guerra do Brasil institucional com o Brasil não institucional, essa a gente não pode perder,” concluiu, enfatizando a urgência de lidar com essas questões.

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