ANPD começa a monitorar redes sociais e ferramentas de IA para avaliar proteção de crianças e mulheres
ANPD inicia fiscalização de serviços digitais focando na proteção de usuários vulneráveis.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou, nesta sexta-feira (21), o início de duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, abrangendo redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos.
As empresas notificadas deverão informar quais medidas já implementaram ou estão em desenvolvimento para atender às novas diretrizes de proteção dos usuários na internet, com especial atenção a crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.
A notificação às companhias começou nesta sexta-feira e elas terão um prazo de dez dias úteis, a partir do recebimento oficial, para apresentar as respostas à agência reguladora.
As empresas monitoradas na primeira fase da fiscalização incluem:
- Redes sociais:
Instagram, Facebook, WhatsApp (em relação à funcionalidade pública “Canais”), Telegram (em relação às funcionalidades “Canais públicos” e “Grupos públicos”), TikTok, X, Discord, YouTube, Kwai, LinkedIn, Snapchat, Pinterest e Reddit.
Na segunda fase, serão analisadas lojas e ferramentas de IA:
- Lojas de aplicativos:
App Store e Google Play Store.
- Ferramentas de IA:
Gemini, Copilot, Claude, Deepseek, ChatGPT, Meta AI e Perplexity.
A escolha dos serviços a serem fiscalizados levou em conta fatores como o alcance no mercado brasileiro, a relevância para os usuários e os riscos potenciais associados ao conteúdo gerado por terceiros.
O órgão regulador destacou que as investigações não incluirão comunicações privadas em aplicativos de mensagens ou serviços de e-mail, respeitando o sigilo de dados garantido por lei.
No caso de aplicativos como WhatsApp e Telegram, a fiscalização se concentrará nas ferramentas públicas de compartilhamento e distribuição de conteúdo, como canais e grupos abertos.
“Nesta primeira fase, as plataformas e lojas de aplicativo terão que responder sobre a existência e efetividade de estruturas de governança, mecanismos de transparência, sistemas de gestão e mitigação de riscos, procedimentos de moderação de conteúdo, canais de denúncia, medidas de proteção de usuários, entre outros pontos que as permitam cumprir as leis e normas brasileiras”, informou a ANPD em comunicado.
A ANPD está atenta aos mecanismos de proteção nas redes sociais, especialmente para coibir o impulsionamento de conteúdos criminosos ou ilegais que possam afetar crianças, adolescentes e mulheres. A presença de canais de denúncia para esse tipo de publicação também será avaliada.
Nas lojas de aplicativos, a fiscalização irá verificar se as plataformas dispõem de mecanismos eficazes para impedir a criação e disseminação de conteúdos prejudiciais.
