Árbitro somali é excluído da Copa do Mundo após negativa de entrada nos EUA

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Árbitro somali é afastado da Copa do Mundo de 2026 devido à negação de visto nos EUA.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan não participará da Copa do Mundo de 2026, que se inicia na próxima quinta-feira, após ter sua entrada nos Estados Unidos negada. A informação foi confirmada pela Fifa em um comunicado.

Um porta-voz da Fifa declarou que Artan não poderá treinar ou arbitrar durante o torneio, uma vez que sua solicitação de visto foi recusada pelas autoridades americanas. A entidade ressaltou que não tem influência sobre as decisões de imigração do país anfitrião.

A Fifa explicou que a responsabilidade sobre a concessão de vistos é exclusiva do governo dos Estados Unidos, que é um dos três países-sede do Mundial, juntamente com o México e o Canadá. A situação de Artan, segundo a Fifa, não será alterada por enquanto.

Não foram divulgados os motivos específicos que levaram à negação do visto do árbitro. A polícia de fronteira americana informou que, durante uma inspeção de rotina realizada no Aeroporto Internacional de Miami, Artan foi considerado inadmissível devido a questões relacionadas à verificação de seus antecedentes.

A Somália, país de origem de Artan, está entre aqueles cujos cidadãos enfrentam restrições de viagem impostas pelo governo anterior dos Estados Unidos. Apesar disso, um assessor do Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália afirmou que o árbitro possuía um visto válido.

Árbitro respeitado na África

Omar Abdulkadir Artan é amplamente reconhecido como um dos árbitros mais respeitados da África. A recusa de sua entrada nos Estados Unidos não apenas impacta sua carreira, mas também levanta questões sobre a equidade e o espírito esportivo no futebol, conforme lamentou um alto assessor do governo somali.

Artan deveria ser o primeiro árbitro somali a atuar em uma Copa do Mundo. Com 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para o torneio, que será o primeiro a contar com a participação de 48 seleções.

Desde 2018, ele possui o status de árbitro Fifa e tem se destacado na liga somali, sendo nomeado o melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025.

A situação de Artan ocorre em um contexto de tensões políticas, especialmente após declarações do ex-presidente Donald Trump, que criticou a Somália e sugeriu mudanças nas políticas de imigração que afetam cidadãos somalis.

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