Arroba do boi sobe quase 5% e projeções para o último trimestre são otimistas
Mercado do boi gordo apresenta alta e expectativa otimista para o último trimestre.
O mercado brasileiro do boi gordo vivenciou uma semana marcada por um expressivo spread entre os preços da arroba nos mercados físico e futuro.
Esse cenário é impulsionado por uma expectativa de aumento significativo na demanda, especialmente no último trimestre do ano. Segundo análises de especialistas, a diferença entre os valores praticados no mercado à vista e os futuros chegou a ultrapassar R$ 20, com a previsão de um ajuste de convergência nas próximas semanas.
Durante a semana, o mercado físico registrou negociações acima da média, com frigoríficos de grande porte operando com escalas de abate mais confortáveis, o que inclui a utilização de parcerias e confinamentos próprios. Contudo, frigoríficos menores enfrentam dificuldades e precisam negociar de forma mais incisiva para atender suas demandas de abate.
No interior de São Paulo, foram reportados negócios pontuais com preços chegando a R$ 360 a arroba, embora a média no estado se mantenha entre R$ 350 e R$ 355.
A expectativa é que a reabertura das exportações para a China a partir de outubro, juntamente com o aumento das vendas para os Estados Unidos, onde há uma oportunidade de embarques com tarifas reduzidas, impulsionem os preços da arroba. Além disso, a demanda interna deve crescer devido à injeção de receitas provenientes das eleições e das festividades de fim de ano.
Variação da arroba na semana
No dia 17 de setembro, os valores da arroba do boi gordo na modalidade a prazo apresentavam os seguintes registros:
- São Paulo (Capital): R$ 355, alta de 4,41% em comparação aos R$ 340 da semana anterior.
- Goiás (Goiânia): R$ 340, aumento de 3,03% frente aos R$ 330 da semana passada.
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 335, inalterado em relação à semana anterior.
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345, alta de 2,99% em relação aos R$ 335 da semana anterior.
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, estável em relação à última semana.
- Rondônia (Vilhena): R$ 335, alta de 0,60% em relação aos R$ 333 da semana passada.
Mercado atacadista
O mercado atacadista observou uma elevação nos preços ao longo da semana, impulsionada pelo aumento da circulação de salários que favoreceu a reposição entre atacado e varejo na primeira quinzena do mês.
No entanto, a expectativa para a segunda quinzena é de uma diminuição no ritmo de consumo. Especialistas indicam que a competitividade crescente dos cortes suínos e da carne de frango limita as possibilidades de novos avanços no setor de carne bovina, especialmente em um cenário de redução do poder aquisitivo das famílias.
- Quarto do traseiro bovino: R$ 27,50 por quilo, alta de 3,77% em relação aos R$ 26,50 da semana anterior.
- Quarto do dianteiro do boi: R$ 19,50 por quilo, avanço de 2,63% em comparação aos R$ 19,00 da semana anterior.
Exportações de carne bovina
As exportações brasileiras de carne bovina, incluindo fresca, congelada ou refrigerada, totalizaram US$ 495,054 milhões em setembro, com uma média diária de US$ 61,881 milhões, de acordo com as informações disponíveis.
No total, foram exportadas 79,711 mil toneladas, com média diária de 9,964 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 6.210