Atividade industrial no Rio Grande do Sul registra queda de 3,2% em março
Desempenho da Indústria no Rio Grande do Sul apresenta recuo, mas ainda se mantém acima de janeiro e dezembro de 2025.
O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou uma queda de 3,2% em março em comparação a fevereiro. Apesar disso, o indicador se mantém em níveis superiores aos observados em janeiro e dezembro de 2025, indicando um início de recuperação da atividade industrial que foi evidenciado em fevereiro, quando houve um crescimento de 4,7% no IDI-RS.
Os dados obtidos refletem uma análise detalhada dos componentes do índice. As compras industriais foram o principal fator responsável pela pressão negativa em março, apresentando uma queda de 6,8% em relação ao mês anterior. Além disso, as horas trabalhadas na produção diminuíram 3,9%. A utilização da capacidade instalada (UCI) teve uma redução de 1,5 pontos percentuais (p.p.), enquanto o faturamento real e o número de pessoas empregadas caíram 0,5% e 0,4%, respectivamente. Por outro lado, a massa salarial subiu 1,6% no mesmo período.
Quando comparado a março do ano passado, o IDI-RS teve uma queda de 2,4%, uma diminuição menos acentuada que a observada em fevereiro, que foi de 5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Essa performance foi impactada, principalmente, pela queda nas compras industriais, que recuaram 10,7%, e nas horas trabalhadas na produção, que diminuíram 4,4%. O emprego e a UCI também apresentaram resultados negativos, com quedas de 1,1% e 1,2 p.p., respectivamente.
Por outro lado, o faturamento real teve um aumento de 4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quebrando uma sequência de oito meses consecutivos de retração. A massa salarial também apresentou um crescimento de 2,3% em comparação ao ano anterior.
De acordo com a análise do presidente da Fiergs, Claudio Bier, o cenário econômico nacional e internacional ainda demanda cautela, tornando a recuperação consistente um desafio. Ele destacou a resiliência da indústria gaúcha e a capacidade de aproveitar oportunidades, mas enfatizou que um crescimento sustentável depende de condições econômicas e políticas mais favoráveis, como a necessidade de redução das taxas de juros e a conscientização sobre os riscos relacionados ao emprego e à geração de renda. A situação no Oriente Médio também continua a impactar a indústria local.
No acumulado do ano, o IDI-RS registou uma queda total de 5,5%. As compras industriais acumulam uma retração de 16,7%, enquanto as horas trabalhadas na produção diminuíram 5,9%. O faturamento real também sofreu uma queda de 5,3% até o momento. A utilização da capacidade instalada e o emprego recaíram 1 ponto e 0,7%, respectivamente. A massa salarial real, entretanto, foi a única variável a apresentar um resultado positivo, com um aumento de 1,2%.
O levantamento revelou que, dos 16 segmentos analisados, 13 apresentaram quedas no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025. Os setores de Veículos automotores, Máquinas e equipamentos, e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos foram os que mais impactaram negativamente o resultado geral, com quedas de 12,4%, 10,2% e 18,8%, respectivamente. Em contrapartida, os setores de Alimentos, Móveis e Bebidas se destacaram positivamente, apresentando crescimento de 6%, 4,2% e 0,8%, respectivamente.
