Atos de 7 de Setembro criticam Moraes e Lula em diversas cidades

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Protestos e manifestações marcam o 7 de Setembro em diversas capitais brasileiras.

O 7 de Setembro deste ano foi marcado por manifestações e atos de campanha em várias regiões do Brasil. Mobilizações ocorreram em pelo menos oito capitais, incluindo Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, São Luís e Maceió.

A maioria dos protestos foi organizada por grupos de direita, que expressaram críticas ao presidente Lula e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. Entre as principais reivindicações estavam pedidos de impeachment do magistrado e apoio ao ministro André Mendonça. No Rio de Janeiro, o presidenciável Augusto Cury (Avante) adotou um discurso focado no combate à polarização política.

Em São Paulo, na Avenida Paulista, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram, com o candidato à Presidência pedindo anistia para seu pai, Jair Bolsonaro. A manifestação contou com a presença de políticos e líderes religiosos, além de um boneco inflável representando André Mendonça em apoio ao ministro do STF. Apesar das tensões comerciais com os Estados Unidos, manifestantes exibiram um boneco inflável de Donald Trump segurando uma representação de Lula como presidiário.

No Obelisco do Ibirapuera, Renan Santos (Missão) liderou outro ato, exigindo a saída de Moraes e Dias Toffoli do Supremo. Ele criticou Lula e Flávio Bolsonaro, afirmando que “nós fomos aprisionados e precisamos de uma nova independência”. Renan também leu um manifesto que exigia a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de cobrar a continuidade das investigações sobre o Banco Master.

Em Brasília, duas manifestações ocorreram no Plano Piloto. A primeira, em frente ao Banco Central, foi convocada pelo ex-desembargador Sebastião Coelho e atraiu centenas de pessoas, que criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não avançar com os pedidos de impeachment de Moraes. Entre os participantes estavam o senador licenciado Eduardo Girão e o senador Izalci Lucas, que enfatizou a necessidade de a população se manifestar contra a situação atual.

O segundo ato em Brasília, organizado pelo PL e convocado pela deputada Bia Kicis, reuniu mais de 300 pessoas na Funarte. O evento defendeu André Mendonça e pediu anistia a Jair Bolsonaro, com Kicis afirmando que “juiz tem que ser imparcial, e é isso que o ministro André Mendonça tem feito”.

No Rio de Janeiro, Augusto Cury fez uma caminhada na orla de Copacabana, discursando em um trio elétrico sob chuva. Ele buscou se posicionar como uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro, afirmando que “o Brasil não aguenta mais ser capturado por apenas duas famílias”. Cury também expressou apoio a André Mendonça, defendendo a transparência nas investigações do Supremo.

Em Belo Horizonte, a Praça da Liberdade foi palco de um ato organizado pela União dos Movimentos de Direita de Minas Gerais, com palavras de ordem como “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Em Goiânia, lideranças de direita promoveram uma manifestação na Praça Tamandaré, mas o número de participantes não foi divulgado.

Em Salvador, a concentração ocorreu no Farol da Barra, com a presença de deputados federais, estaduais e vereadores do PL, além de manifestações de apoio a candidatos do partido. Em São Luís, movimentos de direita realizaram uma motocarreata que percorreu a capital maranhense, enquanto em Maceió, uma mobilização organizada pelo Movimento Brasil saiu do Corredor Vera Arruda e seguiu até o Marco dos Corais.

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