Augusto Cury ameaça processar Zuckerberg enquanto Instagram do candidato alcança quase 2 milhões de seguidores

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Augusto Cury defende tributação elevada para grandes empresas de tecnologia em sabatina.

O candidato à Presidência da República, Augusto Cury, propôs uma tributação mais alta sobre as grandes empresas de tecnologia, ressaltando a necessidade de responsabilizar judicialmente os executivos do setor pelos efeitos negativos que as plataformas digitais podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes. A declaração foi feita durante uma sabatina realizada na última sexta-feira.

Cury destacou a importância de responsabilizar líderes de empresas como a Meta, mencionando especificamente seu CEO, Mark Zuckerberg. Ele afirmou que pretende levar esses executivos a um tribunal internacional, alegando que as plataformas digitais têm contribuído para o aumento de problemas de saúde mental entre os jovens.

Crescimento nas redes sociais

Em meio a críticas, a campanha de Cury celebra o crescimento significativo de seus perfis nas redes sociais, especialmente no Instagram. Entre julho e agosto, o número de seguidores do candidato saltou de 8,3 milhões para 10,23 milhões, um aumento de 1,93 milhões de novos seguidores, representando uma alta de 23,25%.

Nos primeiros dias do período analisado, o perfil ganhava em média 1.424 seguidores por dia, mas após sua participação em um debate presidencial, essa média disparou para 270.788 novos seguidores diários.

As publicações realizadas até meados de agosto alcançaram uma média de 350.344 contas por postagem. Após o debate, o alcance médio das postagens subiu para 1,473 milhão, conforme os dados divulgados pela assessoria de Cury.

Entre 24 e 27 de agosto, o perfil no Instagram recebeu 864.684 comentários, enquanto no Facebook foram contabilizados 41.179 comentários no mesmo período. O perfil também registrou 96.555 compartilhamentos e salvamentos durante a análise.

No TikTok, os conteúdos publicados acumularam 2,657 milhões de visualizações entre 29 de julho e 25 de agosto, com picos de visualizações ocorrendo em datas próximas ao debate presidencial.

Propostas econômicas

Durante a sabatina, Cury reiterou sua proposta de uma tributação elevada para as grandes empresas de tecnologia, comparando-a à política de impostos aplicada a produtos que podem causar dependência, como o cigarro. Ele argumentou que quanto maior o potencial de dependência de uma plataforma, maior deveria ser a carga tributária.

O candidato também defendeu que as redes sociais podem servir como ferramentas de comunicação institucional, citando o governo e o Itamaraty como exemplos de órgãos que devem utilizar essas plataformas para promover o Brasil no exterior.

Embora tenha se posicionado contra a criação de mecanismos de controle sobre as plataformas, Cury enfatizou a importância da responsabilização das empresas e da educação familiar para lidar com os problemas causados pelo uso excessivo da tecnologia.

Ele destacou que o consumo excessivo de conteúdo digital pode levar a dependência, ansiedade e irritabilidade entre os jovens, e sugeriu que os pais estabeleçam períodos de afastamento dos celulares, especialmente nos finais de semana.

Cury também defendeu que crianças menores de 14 anos não deveriam ter acesso às redes sociais e propôs que as empresas enfrentem multas pesadas em casos comprovados de responsabilidade por problemas de saúde mental associados ao uso de suas plataformas.

Posição política

O candidato se posicionou fora da polarização política tradicional, criticando a divisão entre direita e esquerda. Ele argumentou que muitos problemas sociais, como a violência contra mulheres e a perda de autoridade dos professores, não podem ser classificados apenas por ideologias.

Cury resumiu sua visão política afirmando ter uma “mente capitalista” e um “coração social”, defendendo valores como meritocracia, empreendedorismo e liberdade de expressão, ao mesmo tempo que acredita na possibilidade de unir pautas tradicionais de direita com questões sociais.

Anistia e processos judiciais

Sobre a possibilidade de anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Cury declarou que ainda não tomou uma decisão final. Caso eleito,

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