Aumento e redução nos preços dos alimentos em maio

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Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas alimentos continuam a pressionar o IPCA.

A inflação apresentou uma desaceleração em maio, registrando um índice de 0,58%. No entanto, o número ainda permanece acima da meta estipulada, com os preços dos alimentos exercendo uma pressão significativa sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O grupo de Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela alta, contribuindo com 0,29 ponto percentual ao IPCA, com uma variação de 1,33%. Os alimentos consumidos em casa, em particular, tiveram um aumento médio de 1,65% durante o mês.

Entre os itens que mais encareceram, a batata-inglesa destacou-se com um aumento expressivo de 44,69%, seguida pelo tomate, que subiu 20,62%, e a cebola, com uma alta de 16,80%. As carnes também registraram um aumento de 1,39%.

“O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, afirmou um especialista em economia.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda de preços, como o café moído, que teve uma redução de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%.

Os preços de refeições fora de casa também aumentaram, embora em um ritmo mais moderado, com uma alta de 0,49% em maio. As elevações nos lanches e refeições foram menores em comparação aos índices de abril.

O ranking dos alimentos que mais encareceram em maio inclui:

  • Batata-inglesa: +44,69%
  • Pepino: +44,3%
  • Tomate: +20,62%
  • Cebola: +16,8%
  • Morango: +16,6%
  • Cenoura: +8,93%
  • Feijão-carioca (rajado): +6,44%
  • Leite de coco: +5,14%
  • Filé-mignon: +4,48%
  • Carne-seca e de sol: +4,09%
  • Picanha: +3,97%
  • Sal: +3,76%
  • Couve-flor: +3,66%
  • Brócolis: +3,65%
  • Banana-da-terra: +3,27%
  • Peito: +3,18%
  • Mamão: +2,97%
  • Peixe-sardinha: +2,79%
  • Melão: +2,78%
  • Lagarto redondo: +2,63%

Por outro lado, os alimentos que mais baratearam foram:

  • Abobrinha: -11,43%
  • Laranja-lima: -9,87%
  • Peixe-cavala: -9,37%
  • Peixe-palombeta: -9,21%
  • Peixe-serra: -9,03%
  • Laranja-baía: -7,4%
  • Pimentão: -6,99%
  • Maracujá: -6,23%
  • Peixe-anchova: -5,29%
  • Açaí (emulsão): -5,19%
  • Peixe-castanha: -5,08%
  • Peixe-corvina: -4,08%
  • Banana-d’água: -4,01%
  • Inhame: -3,99%
  • Batata-doce: -3,71%
  • Peixe-pescada: -3,71%
  • Peixe-dourada: -3,6%
  • Peixe-cação: -3,2%
  • Caranguejo: -2,7%
  • Polpa de fruta (congelada): -2,5%

Após o grupo de alimentação, a Habitação foi o segundo maior impacto na inflação, com uma contribuição

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